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Colaboração: estratégia para convencer os contrários às mudanças

Estive em algumas reuniões com líderes de TI que estão tentando convencer seus funcionários a trabalharem de novas formas, usando ferramentas de colaboração. Em vez de falar, diretamente, com os vários grupos da empresa sobre os benefícios de trabalhar com as novas formas de colaboração, aproveitando novas tecnologias, alguns líderes de TI têm preferido vender esses benefícios aos clientes da empresa, esperando que a adoção venha de fora pra dentro.

Por exemplo, um líder de TI de um escritório de advocacia com que trabalhamos quer que os advogados da empresa usem os sites SharePoint extranet, que a equipe de TI criou para o compartilhamento de documentos, tarefas e agenda de reuniões. Em face à resistência, o líder da área de TI começou a trabalhar com a área de marketing para tornar o uso desses sites parte padrão da forma como a empresa lida com clientes. Ele espera que, com a chegada de novos usuários, eles exijam que os advogados usem esses sites, porque é o prometido ao contratar os serviços da empresa.

Assim como com qualquer outra estratégia de adoção, essa também tem seus prós e contras. Vamos considerar os dois lados.

Entre os benefícios, essa estratégia depende de pessoas de fora da área de TI – ou de fora da empresa – que exijam mudanças comportamentais e tecnológicas. E como essas pessoas são clientes, elas exercem mais influência sobre os grupos do que a área interna de TI. Significa, também, que os novos métodos e ferramentas de trabalho têm relevância além da empresa. É a afirmação do ?mundo real? à abordagem que você quer.

Além disso, ao adotar as práticas de trabalho e ferramentas de colaboração preferidas de seus clientes, você constrói confiança e lealdade. Demonstra aos clientes que está disposto a explorar formas novas e mais eficientes.

E pelo lado negativo, como conselheiro de TI, digo que você poderia perder o respeito de seus funcionários se os ignorasse e estimulasse a demanda por ferramentas ou métodos de trabalho com os quais eles discordam fundamentalmente. Na pior das hipóteses, você vai gerar conflito entre os funcionários da empresa e os clientes, porque os consumidores – graças a você – irão exigir algo que os grupos internos da empresa não têm a menor intenção de usar ou fazer.

E oferecer aos clientes algo desse gênero, de graça, especialmente quando você não é o responsável pelas contas internas, é perigoso. Se não houver custo extra por cliente ou nenhum tipo de mudança ou compromisso de sua parte, você se encontra em uma situação injusta, que poderá prejudicar demais seu relacionamento com os grupos internos.

Você já usou essa abordagem ?de fora pra dentro? para encorajar mudanças no comportamento dos usuários em sua empresa? O que deu certo? Escreva para o endereço abaixo e me conte.

Michale Sampson é estrategista de colaboração e escritor. Você pode escrever para ele para o e-mail michael@michaelsampson.net

 

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