A manobra da Telefónica em vender 8% de sua participação no capital social da Portugal Telecom para garantir votos na assembleia de acionistas convocada para quarta-feira (30/06), quando será decidido o futuro da Vivo, parece não ter dado certo. A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), de Portugal, definiu que, para a assembleia já convocada, a telco espanhola será vista como dona dos 8% de papéis negociados, ou seja, eles não terão direito a voto.
A decisão, tomada na segunda-feira (28/06), pode atrapalhar os planos da Telefónica de levar o controle da Vivo por 6,5 bilhões de euros. A espanhola tinha, no total, uma participação de 10% na PT, mas não poderia votar já que o assunto era de total interesse. Como alternativa, comercializou 8% dessas ações para garantir apoio na assembleia do dia 30. Mas isso não acontecerá.
Com isso, é cada vez mais distante a possibilidade de a telco brasileira ser totalmente controlada pelo grupo espanhol. Diversos acionistas da PT já se posicionaram publicamente contrários à venda da parcela que os portugueses têm na Vivo e o próprio presidente da PT, Zeinal Bava, orientou aos acionistas que votem contra.
Uma alternativa à Telefónica já prevista pelo mercado seria um aumento da oferta, mas ainda não se vê uma movimentação para isso.
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