O sistema de cloud computing híbrido – combinando nuvem privada, pública e data center convencional – é um conceito que chegou para ficar. A constatação foi feita pela vice-presidente da Terramark, Ellen Rubin, durante sessão de keynote speaker durante a Interop 2012, feira de redes e infraestrutura realizada pela UBM em Las Vegas (Nevada, EUA). Só que estes diferentes ambientes contendo, cada qual, programas específicos, devem ser conectados no nível mais baixo da infra com padrões como o OpenStack, ponderou a executiva ao lado de Steve Shalita, vice-presidente de Marketing da NetScout Systems, e de John Engates, CTO da Rackspace.
“Neste cenário, é preciso definir aquilo que a empresa precisa fazer por ela mesma e quais podem ficar fora de casa. E não falo somente de data center, mas me refiro à habilidade de controle como um todo”, completou Ellen. “O uso de APIs [application programming interface] é um pedaço da história, mas não resolve tudo. O OpenStack e um ambiente muito bom – o software é bom – este e o campeão de padronização”, adicionou a executiva, comentando sobre a questão da compatibilidade nesta nova situação.
O OpenStack é um ambiente de colaboração global de desenvolvedores especialistas em cloud computing para a geração de uma plataforma open source voltada para tecnologia. A ideia é entregar soluções para todos os tipos de nuvem com implementação simples, escalabilidade massiva e rico em funcionalidades.
Segundo Engates, existem ainda iniciativas de empresas na criação de frameworks automatizados, ferramentas de gestão e APIs padrões para tornar a comunicação das aplicações e dos dados, independentemente da localização, mais direta possível.
Com que nuvem eu vou
A decisão sobre qual aplicação e informação fica em um ambiente privado, público ou dentro de casa deve ser definida pela própria empresa, mas como exemplo foram citadas a migração de aplicações menos críticas, como e-mail, para ambientes abertos e programas como ERP dentro de casa ou em nuvens privadas. “A cloud evoluiu muito, mas hoje a maior parte das aplicações que estão na nuvem não são de missão crítica porque a proteção é uma questão que ainda traz insegurança”.
“Tipicamente, os data centres foram o centro do departamento de TI, o que muda neste cenário híbrido, porque as aplicações passam a rodar em múltiplas nuvens, algumas abertas, outras fechadas, para garantir escalabilidade”, comentou Engates.
A jornalista viajou aos Estados Unidos a convite da HP
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