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Claro pode contratar Nokia ou Huawei para rede da Amazônia

 A Claro está perto de contratar uma rede de telefonia celular GSM Edge na Amazônia. As duas fabricantes de equipamentos de telecomunicações finalistas nesse processo de compra são Nokia e Huawei.

O valor do investimento está em torno de R$ 100 milhões e integra a estratégia da operadora de implantar a terceira geração (3G) na faixa de radiofreqüência de 850 MHz, da qual retirou os clientes TDMA para transferi-los ao GSM em 1,8 GHz.

Recentemente o presidente da Claro, João Cox, mostrou confiança no final feliz para o processo “emperrado” na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) referente à rede de 3G implantada em seis capitais brasileiras (São Paulo, Rio, Recife, Porto Alegre, Fortaleza e Belo Horizonte). Até o fechamento desta edição, ontem à noite, a Anatel não havia liberado tal estréia. Mesmo assim, a Claro planeja orçar e contratar fornecedores para fazer o “up grade” da 2ª para a 3ª geração.

Estratégia de negociação

Ao encaminhar o processo de compra de uma rede celular Edge, a Claro pode ter um plano A e um plano B. A primeira opção seria colocar infra-estrutura para operar na faixa de espectro que acabou de adquirir no leilão de sobras de Serviço Móvel Pessoal (SMP) na região Norte, onde não atua.

A outra possibilidade, mais sofisticada por ser menos aparente, seria mandar um recado para os vendedores da Amazônia Celular, recém-adquirida pela Vivo, mas que pode ser transferida de mãos até antes de fechado o negócio, pois a Anatel poderá impor à Vivo a devolução da licença por deter uma igual.

É sabido que os controladores da Vivo e da Claro têm conversado a respeito de eventual arranjo que favoreça a gregos e troianos. Pertencente a Carlos Slim, conhecido por deter o dom da negociação, a Claro se arma com alternativas que lhe alarguem a margem de negociação.

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