A Claro evitou fazer críticas à possível fusão entre a Oi e a Brasil Telecom, que ganha contornos mais concretos a cada dia. Hoje, por exemplo, a Oi divulgou que as conversas para que ela adquira o controle da Brasil Telecom Participações colocam o negócio entre 4,5 bilhões e 5,2 bilhões de reais.
Para o presidente da Claro, João Cox, em encontro com a imprensa nesta quinta-feira (07/02), “respeitando-se as leis, as fusões são uma questão natural do mercado”.
Ele disse não ver alterações no cenário competitivo brasileiro com a união das duas companhias, “já que elas não atuam nas mesmas cidades e, por isso, devem manter operações separadas”, afirmou.
Questionado se ele, então, concordaria com a mudança na lei que o governo se prepara para fazer, que é alterar o Plano Geral de Outorgas, ele afirmou que “salvo pequenas alterações tecnológicas, as leis do setor de telecomunicações não precisam mudar”, na sua opinião.
Para Cox, a concentração de mercado “é um resultado” da atual divisão de forças e do ambiente regulatório brasileiro. “Segundo um relatório do Merrill Lynch, o Brasil tem a menor margem de rentabilidade do mundo, de em média 23%”, afirmou.
Além disso, “em nenhum outro lugar do mundo as empresas têm market share tão próximos umas das outras”, acrescentou o executivo.
Citando ainda as obrigações impostas às operadoras pelo ambiente regulatório, como portabilidade numérica e compromissos de cobertura, ele afirmou que o cenário “quase que obriga as empresas a se consolidarem”.
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Cox, entretanto, afirmou que não espera nenhum tipo de prejuízo ao consumidor com a operação. “Não posso crer que o governo queira favorecer fusões que prejudiquem a qualidade do serviço prestado aos clientes”, concluiu.
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