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CIOs da América Latina são os mais preocupados com mudanças climáticas

Na América Latina, os líderes de tecnologia são os mais preocupados com os impactos das mudanças climáticas, quando se compara a região com outras partes do mundo. Por aqui, são 59% preocupados com esse fator, enquanto a média dos executivos globais é de 40%. Quando consideradas as motivações, 54% afirmam que iniciativas de sustentabilidade são motivadas por responsabilidade social corporativa e 46% por leis ambientais.

Os dados fazem parte de um estudo global encomendado pelo Google ao IDG e revelado na quarta (22). Foram ouvidos mais de 2 mil líderes globais da área de TI, inclusive na América Latina. E descobriu-se que 90% consideram a sustentabilidade uma prioridade no departamento de TI, e 75% que é imprescindível inclusive para avaliar fornecedores de serviços de nuvem.

Leia também: Na América Latina, 70% das empresas estão investindo em automação

Na América Latina os número também são maiores, com 93% considerando a sustentabilidade uma prioridade e 78% afirmando ser um fator imprescindível para fornecedores de nuvem.

Perguntas sobre que áreas podem ser mudadas para trazer impactos positivos, 62% dizem “infraestrutura de TI e data centers”; 53% citam “supply chain” e 46% mencionam “instalações físicas e operações de edifícios”. Essas tendências também valem para a América Latina com pequenas diferentes: 63% avaliam mudar TI e data centers, 51% supply chain; 49% instalações físicas e operações de edifícios, 48% inovação de produtos e serviços; e 26% seleção de parceiros e fornecedores.

Quando se trata de fixar metas, no entanto, globalmente apenas 67% já as tem, na prática. Na América Latina, 70% dos líderes de TI dizem que suas organizações já adotaram metas de sustentabilidade. A porcentagem é semelhante à da região JAPAC (Japão, Ásia e Pacífico) e 10% superior a de regiões como EMEA (Europa, Oriente Médio e África) e América do Norte.

O estudo completo, em inglês, pode ser baixado nesse link.

Iniciativas Google Cloud

Durante o anúncio dos números do estudo, a divisão de nuvem do Google detalhou metas para operar integralmente livre de emissões de carbono em todas as suas operações até 2030. Segundo a empresa, que diz usar somente energia renovável desde 2017, para parar de emitir CO2 é necessário avaliar a energia usada em cada operação a cada hora e lugar, comprando energia limpa mesmo quando fontes renováveis estão indisponíveis.

“Assumimos esse compromisso com base nos pontos em que acreditamos ser possível fazer mudanças ao nível do sistema. Essas mudanças, em última análise, vão resultar num futuro carbono zero em que nem será mais necessário capturar o CO2 depois de emiti-lo (ou seja: ser carbono negativo). Nosso objetivo é nem emitir CO2, para começo de conversa”, diz a empresa, em comunicado enviado ao IT Forum.

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