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CIO deve se concentrar em dirigir a empresa para depois pensar em executar a TI

Duas ideias intrigantes que ouvi na semana passada: uma delas é que um CIO deve se concentrar em dirigir a empresa em primeiro lugar, e deixar a execução de TI em segundo plano; a outra refere-se a troca de CIOs ? ou executivos em qualquer posição ? que pode ser uma virtude, porque a mudança traz novas ideias e pensamentos.

Essas são as minhas caracterizações, e elas são certamente super simplificadas. Mas são ideias que eu tirei de conversas com dois executivos, Paul Heller e John Marcante, sobre a recente dança das cadeiras interna na Vanguard.

Na reorganização, Marcante é o novo CIO, enquanto Heller passou de diretor de TI para chefe do grupo de investidores. TIM Buckley, que comandou a TI antes de Heller e tem recentemente assumido varejo, agora se move para a posição de chefe de investimento.

A Vanguard, mais que do que qualquer outra empresa que eu tenho feito negócio, se sente confortável ao submeter regularmente as pessoas a novos papeis. Aqui está um pouco mais sobre essas duas ideias, as quais alguns profissionais de TI não vão gostar muito.

1. A prioridade n.1 do CIO é ajudar a administrar a empresa.
Marcante, o novo diretor de TI, conquistou uma grande promoção aqui, porque agora ele faz parte do time de executivos seniores, que inclui o CEO Bill McNabb. Cada executivo deste time deverá assumir a responsabilidade de toda performance da empresa, não apenas seu feudo, seja de TI ou qualquer outra área.

“Na verdade, o grande trabalho [de Marcante] é fazer parte da Vanguard, que é como ele vai gastar certamente mais de metade do seu tempo, já que esse é o seu trabalho mais importante”, diz Heller. “E então, em seu tempo livre ele vai começar a executar a TI. Essa é a grande mudança para ele.”

Os profissionais de TI vão gostar de ouvir que a TI tem um ?lugar à mesa? em igualdade com outros executivos da unidade de negócios. Mas muitos odeiam a noção de que qualquer executivo pode assumir o cargo de líder de tecnologia da informação. Eles não suportam quando o CIO é visto como parte de uma rotação para a preparação de um CEO ou outro alto executivo. A TI é especial, eles presumem e isso leva uma pessoa que tenha executado data centers, escrito código ou criado e gerenciado data bases para liderar a estratégia de tecnologia.

Os registros da Vanguard sugere o contrário. O últimos dois executivos tops de TI, Heller e Buckley, foram líderes inteligentes da unidade de negócios ao invés de veteranos experientes de TI. Uma razão que esta abordagem pode fazer sentido para Vanguard – e isto pode parecer contra-intuitivo – é precisamente porque a empresa depende muito de tecnologia. Vanguard não tem filiais – seus clientes vêm através da Web (o maior canal), telefone ou email. Então seus líderes de unidades de negócios são responsáveis por garantir que eles tenham a tecnologia que eles precisam para executar suas operações.

“É muito difícil para a Vanguard ser bem sucedida sem tecnologia”, diz Heller. “É cada vez mais difícil separá-la da empresa. Você simplesmente não pode fazer funcionar um negócio da Vanguard, sem apreciar o valor da TI, e não apenas apreciar o valor, mas descobrir como fazê-lo funcionar.”
Mas com Marcante, a Vanguard está colocando a verdadeira técnica sob responsabilidade da TI pela primeira vez desde o início dos anos 2000. Ele veio para a Vanguard da General Electric, onde seus papéis incluíam a recuperação do desastre dos data centers em 11 de setembro. Marcante teve vários importantes papéis de liderança da unidade de negócios, mas está claro onde por quem seu coração bate. “Eu ainda me classifico como um cara de TI”, diz ele.

2. Mudar é bom nas avaliações dos executivos.
“Eu fiz o que pude para a TI em seis anos”, diz Heller, sobre por que é um bom momento para seguir em frente. Ele lembra quando o CEO de longa data John Brennan (sucessor do lendário fundador da Vanguard, John Bogle) deixou o cargo em 2008, e disse à equipe executiva que a regra 80-20 estava assumida – em essência, que a Vanguard conquistou 80% do valor que ele poderia trazer para a organização, então por que ficar por aqui torcendo pelos 20%?

Líderes e organizações precisam se mover junto com os tempos. Heller observa que o grupo de web da Vanguard era uma unidade de negócios separada uma década atrás. Mas agora Web é inseparável de todas as operações de TI e, por isso não é mais uma unidade autônoma. Marcante terá que trazer muita criatividade para lidar com a mudança de tecnologia que está à sua frente. Entre os grandes desafios que ele está focado estão mobilidade e vídeo. Em média, 14% das interações online da Vanguard vêm via smartphone ou tablet. A empresa terá de suportar essas múltiplas plataformas, sem quebrar o banco. E conforme a qualidade do ambiente de trabalho melhora a videoconferência e as pessoas tornam-se mais confortáveis com isso, a Vanguard terá que fornecer interações mais ?face to face?. Eventualmente, Marcante diz: “Eu acho que nós vamos fazer isso mais do que nós fazemos ligações telefônicas hoje.”

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