Cidades digitais são aliadas na qualidade de vida dos cidadãos

Falar em cidades inteligentes é quase sempre sinônimo de tecnologia e seus rumos futuros na vida dos cidadãos. Mas, e se a discussão sobre esse novo modelo de cidade conectada levasse ao tema de qualidade de vida? Essa é a proposta do novo estudo desenvolvido pela Minsait, empresa Indra, chamado ‘A cidade Digital a serviço do cidadão do século XXI’.

No estudo, o modelo de cidade digital defendido pela Minsait está ligado a um ecossistema de inovação e serviços “por e para o cidadão”. Para desenvolvê-lo, a companhia elenca cinco princípios básicos para aproveitar todas as possibilidades que a tecnologia oferece, da melhor forma possível. Acompanhe abaixo.

1. Identificação de necessidades individuais

Ao usar informações para promover o desenvolvimento de serviços personalizados, dinâmicos e que maximizem a utilidade e o impacto nos indivíduos – incluindo empresas e start-ups, fundamentais para a prosperidade econômica local e para a qualidade de vida dos seus habitantes.

2. Usar informações para fornecer alternativas à mobilidade

Implantar modelos efetivos de mobilidade sustentável, combinando a informação meio-ambiental e de mobilidade. Um exemplo prático dessa aplicação para o cidadão seria único portal, acessível a partir de qualquer canal, para interagir de forma simples com os serviços, por meio dos canais digitais.

3. Cooperação

O modelo da Minsait também valoriza o papel do cidadão como plataforma aberta para desenvolver a cooperação entre todos os agentes que participam da atividade social, econômica e cultural, catalisando as iniciativas que precisam dos recursos e capacidades de todos eles. “Por exemplo, no setor da saúde, a coordenação entre a administração local e autônoma permite construir um cenário de colaboração, onde são monitorados os níveis de pólen e a população mais sensível é alertada durante os picos de atividade”, aponta Antonio Ceño.

4. Conexão dentro e fora

A conexão dentro dos objetivos internos e fora do território é outro dos pilares da cidade digital da Minsait. Desta forma, como meio para consegui-lo, impõe-se a sensorização de uma amostra representativa de edifícios urbanos para modelar a cidade e a integração dos movimentos das pessoas, veículos, mercadorias ou resíduos para gerar modelos de gestão mais preventivos e efetivos (por exemplo, no controle do tráfego no dia em que acontece uma maratona).

Da mesma maneira, a cidade deve estar conectada com sua região metropolitana para articular os fluxos combinados de informação e favorecer, por exemplo, alternativas ao transporte privado.

5. Acessível e universal

Por fim, a Minsait considera que a cidade digital deve ser acessível e universal, capaz de equiparar as oportunidades entre cidades pequenas e grandes, algo que “é possível a partir do momento em que a extensa oferta de serviços especializados e o pagamento por serviços compartilhado entre as cidades fazem com que os projetos sejam viáveis, independentemente do tamanho de cada município”, afirma Antonio Ceño

Como garantir a transformação?

Concluindo o estudo, a Minsait identifica uma série de elementos-chave para garantir o sucesso da transformação e da sustentabilidade do projeto no tempo: visão clara a longo prazo utilizando os recursos já disponíveis, tanto próprios quanto externos; implementação progressiva por meio de projetos com impacto real no curto prazo; envolvimento de cidadãos e funcionários no projeto da nova visão de cidade; modelo de serviços e base normativa pronta para a colaboração público-privada e a inovação; e, por fim, a troca de experiências, conhecimentos e recursos entre cidades e territórios.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

13 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

17 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

19 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago