Cibersegurança

Superfície de ataque criada por apps de IA preocupa 30% dos profissionais de segurança

O uso de inteligência artificial por parte de ciberatacantes fez 37% dos profissionais de TI e segurança adaptarem arquiteturas de cibersegurança, e 30% se dizem preocupados com a superfície de ataque criada por aplicações públicas de IA. É o que revela uma pesquisa divulgada nessa segunda-feira (9) pela Aiqon e realizado pela Netwrix.

O estudo Tendências em Cybersecurity Híbrida ouviu 2.150 profissionais de TI e segurança de 121 países, incluindo o Brasil. 29% dizem ter dificuldades em estar em conformidade para combater esse tipo de ataque, já que auditores têm exigido evidências de que sistemas baseados em IA estão protegidos. Outros 30% disseram estar estudando o uso de plataformas com recursos de IA – 9%, no entanto, afirmaram que não farão isso.

“Esse quadro pode indicar uma cultura defensiva, em que as posturas só são modificadas depois que o ataque acontece. Isso prejudica os negócios e afeta o valor da marca”, diz em comunicado Thiago Felippe, CEO da Aiqon, que aponta para uma lacuna entre a capacidade das empresas e a cultura de uso de IA dos atacantes.

“Hoje o crime organizado mundial e brasileiro conta com braços de alta tecnologia, dedicados 24×7 a inovar as estratégias de ataque. A IA é crítica neste processo. O fato de as organizações estarem atrasadas na implementação e domínio das plataformas de segurança baseadas em IA aumenta sua vulnerabilidade”, alega o executivo.

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Entre os entrevistados, 42% gostariam de reforçar disciplinas de PAM (Privileged Access Management), e 37% prefeririam intensificar a disseminação do IGA (Identity Governance and Administration) em suas organizações. Segundo Matheus Nascimento, diretor de operações da Aiqon, essas tecnologias baseadas em IA “somam forças para proteger as identidades contra ataques, aumentado a resiliência da empresa na era da multicloud e dos acessos remotos”.

Outro tópico analisado pela Netwrix foram as perdas financeiras e de valor de marca causadas por um ciberataque. Mais de quatro a cada dez (43%) disseram que foram forçados a realizar investimentos urgentes para resolver lacunas na infraestrutura digital. Enquanto 17% afirmaram que a marca perde vantagens competitivas, 15% pagaram multas por falhas em conformidade e 13% afirmaram perder clientes.

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