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Cibersegurança deve gerar 3,5 milhões de empregos até 2021

O surgimento de novas tecnologias como 5G, Internet das Coisas (IoT), veículos autônomos e indústria 4.0  está levando ao aumento da demanda de profissionais de cibersegurança. Segundo estimativas da Cybersecurity Venture, líder mundial em pesquisas de cibereconomia global, o setor deverá gerar de 3,5 milhões postos de trabalho até 2021. Somado a esses fatores, a entrada em vigor em agosto da lei 13.709/18, conhecida por Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD),  contribuirá para o aumento da demanda no Brasil.

 

 

Diante deste cenário, os engenheiros  Marcos Simplicio e Raul Colcher, membros do IEEE, organização profissional dedicada ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade,  acreditam na urgência da formação de profissionais neste setor para resolver problemas de segurança e privacidade.

 

 

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Professor do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), Marcos Simplicio defende que haja profissionais cobrindo todo o ciclo e etapas de um sistema de segurança. “É importante ter um designer para criar um sistema robusto; um programador de segurança para evitar vulnerabilidades e um administrador de sistema para elaborar um ambiente seguro. Todas essas funções estão conectadas e a falha de uma delas pode prejudicar o sistema inteiro”, afirma.

 

 

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Para Raul Colcher, sócio e presidente da Questera Consulting, as habilidades necessárias para um profissional de cibersegurança são multidisciplinares e compreendem técnicas específicas do setor, como conhecimentos e treinamentos básicos sobre tecnologias e soluções emergentes que caracterizam o novo ambiente de redes, sistemas e serviços. Ademais precisam estar familiarizados com os problemas e as características dos setores e aplicativos que irão proteger. “Por fim, eles precisam de um entendimento sólido dos problemas administrativos, comportamentais e regulatórios que normalmente estão presentes em incidentes e ameaças de segurança e privacidade”, conclui.

 

 

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