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Cibercrime custa US$ 10 bilhões aos brasileiros em 2016

O cibercrime segue deixando seus rastros de prejuízos. No Brasil, 42,4 milhões de pessoas foram afetadas e tiveram um prejuízo total de aproximadamente US$ 10,3 bilhões durante 2016. O aumento de ataques virtuais em relação a 2015 foi de 10%, de acordo com números do relatório anual Norton Cyber Security Insights.

A pesquisa também concluiu que o descuido do usuário com a própria segurança é cada vez maior, afetando diretamente nas infecções de dispositivos por meio de phishing, invasão de dispositivos IoTs e de redes Wi-Fi, além da falta de cuidado com as crianças na internet.

Fran Rosch, vice-presidente executivo da Norton, afirma que as descobertas do estudo mostram que as pessoas estão cada vez mais conscientes da necessidade de proteger suas informações pessoais on-line, mas não estão motivadas a tomar precauções adequadas para ficarem seguras. “Enquanto os consumidores continuam complacentes, os hackers estão melhorando suas habilidades e adaptando seus golpes para aproveitar de cada brecha, tornando cada vez mais importante que os consumidores tomem medidas de proteção”, diz.

Os dados mostram que a confiança excessiva nos dispositivos conectados deixa os usuários vulneráveis:

– 1 em cada 5 usuários de dispositivos conectados não tem nenhuma medida de proteção neles.

– Quase metade (44%) dos usuários entrevistados não acredita que o número de usuários de dispositivos conectados é o suficiente para atrair a atenção dos hackers. No entanto, assim como os criminosos aprenderam a se beneficiar da engenharia social e internet banking, já sabem que invadir dispositivos conectados pode ser lucrativo.

– 62% consumidores acreditam que os dispositivos conectados já foram projetados com segurança virtual. Os pesquisadores identificaram brechas de segurança em 50 dispositivos diferentes, desde termostatos a dispositivos de gerenciamento de energia e até mesmo câmeras de segurança.

Os números mostram também que os consumidores admitem que os riscos são reais:

– Metade dos consumidores disse que, nos últimos cinco anos, tornou-se mais difícil ficar seguro online do que no mundo real.

– 6 em cada 10 entrevistados acreditam que fornecer dados financeiros na internet quando conectado ao Wi-Fi público é mais arriscado do que ler o número de seu cartão em um ambiente público.

– Quase metade (48%) dos pais acredita que seus filhos são mais propensos a sofrer bullying online do que em um parque físico. Somente 23% dos pais tinham essa mesma opinião em 2015.

Porém, é difícil deixar os maus hábitos de lado. Os consumidores ainda são negligentes quando se trata de proteger suas informações pessoais on-line:

– Mais de 1 em cada 3 consumidores nunca usa uma Rede Virtual Privada (VPN) ao conectar-se a uma rede Wi-Fi.

– Os consumidores ainda estão clicando em links de remetentes que não conhecem ou a abrir anexos suspeitos. Quase 3 em cada 10 pessoas não conseguem detectar um ataque de phishing.

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