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Novo Flame: ciberarmas podem gerar guerras físicas

As ciberarmas podem dar início a guerras físicas. De acordo com Dmitry Bestuzhev, pesquisador regional sênior da Kaspersky Lab, a tendência é que ameaças como o Duqu, Stuxnet e agora o Flame, anunciado nesta semana, aumentem e passem também a ser desenvolvidas por nações menores e sem o mesmo poder de fogo de países já familiarizados com combates.

“Estamos muito avançados no tema de ciberespionagem e cibersabotagem. Muita gente não tem noção, mas há muito o que fazer, há diversas ameaças que não conhecemos”, afirmou.

Com tantas possibilidades de ataques espalhadas pela rede, a Kaspersky espera que, quando atingidos, alguns países passem a contra-atacar fisicamente. “Podemos esperar que alguns países responderão com ataques militares a essas invasões eletrônicas que eles podem sofrer de outros governos” explicou Bestuzhev. “O dano que ameaças como o Flame causam como prejuízo é físico. Quando uma nação se sente prejudicada por outra e encontra provas de autoria da ameaça eletronica, pode mobilizar seus aviões e começar a bombardear.”

Segundo ele, a situação deve piorar, algumas nações que hoje não desenvolvem esse tipo de malware podem se sentir ameaçadas ao ver outras programando esses vírus e passar a ter o seu próprio exército cibernético para começar a atacar.

Apesar dessa crença, alguns especialistas acreditam que guerras cibernéticas não existem. O que existe são ações isoladas que pessoas atribuem a certos países. Todas essas ameaças passarão a ser identificadas como ciberguerras quando forem provadas as participações de nações nos ataques.

Mesmo assim, o risco existe. Em entrevista recente ao IT Web, Coriolano Camargo, presidente da Comissão dos Crimes de Alta Tecnologia da OAB/SP, existe uma crescente preocupação com o tema, também no Brasil – motivo pelo qual o Exército nacional investe em capacitação de profissionais para defesa das fronteiras virtuais do País. “Em um mundo globalizado e dependente da manutenção de uma infraestrutura digital, ataques cibernéticos que podem ser lançados contra infraestruturas críticas por qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo tornam-se ameaças que podem trazer resultados catastróficos”, ponderou.

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