CFOs querem preservar receitas e buscar eficiência

Levantamento realizado com chief financial officers (CFOs) de empresas no Brasil apontam que os próximos 12 meses serão pautados pela busca de eficiência e preservação de receita. O estudo foi realizado pela Deloitte com 112 executivos de Finanças brasileiros em março de 2017. No total, 60% dos participantes escolheram esses dois fatores, entre sete opções oferecidas pela pesquisa, com 37% das indicações para o primeiro item e 23%, para o segundo.

Perguntados sobre qual é a parte mais estressante do trabalho de um CFO, 61% dos participantes escolheram quatro fatores, entre 12 alternativas: trabalhar com estratégias ambíguas da organização (com 13% das citações); lidar com as pressões por mau desempenho da empresa (14%); conviver com mudanças contínuas na organização, tais como fusões e aquisições, novos sistemas de Tecnologia da Informação (TI) e IPOs (ofertas iniciais de ações em Bolsa de Valores, 16%); e alterações nos requisitos regulatórios a que são submetidas as companhias (18%).

Entre os temas mais críticos para a área de finanças na atualidade, um total de 63% dos executivos inquiridos pelo levantamento destacou as pressões pela redução de custos e aumento da eficiência operação da empresa. Outros dois itens importantes sugeridos nesse questionamento foram: busca por melhores estratégias de financiamento e gestão de caixa (com 22% das referências); e maior exposição a riscos em função da complexidade dos atuais processos contábeis e financeiros (14%).

Com relação à percepção dos gestores de finanças quanto aos valores dos ativos no mercado brasileiro, houve uma divisão relativamente bem equilibrada entre as avaliações apuradas: 43% dos participantes consideraram que os ativos estão subavaliados, atualmente; 35% veem sobrevalorização no mercado; e 22% acham que os preços comportam-se de maneira adequada.

Para a maioria dos executivos de finanças incluídos na enquete (67%), dois fatores foram apontados como as principais barreiras para a entrada das organizações na chamada “Era Digital”: receio em relação aos investimentos necessários para a implementação de novas tecnologias (com 38% das referências); e falta de uma equipe de finanças preparada para conduzir essa transformação (29%).

Já a pergunta destinada a apurar o acesso e o conhecimento desses executivos em relação às mais recentes tecnologias indicou que 72% dos inquiridos disseram que suas organizações já utilizam plataformas de armazenamento e gestão de dados na nuvem, enquanto que 63% dos participantes afirmaram desconhecer a tecnologia blockchain (sistema de registros que garante a segurança e integridade das operações financeiras realizadas sem a necessidade de uma autoridade central; seu uso mais conhecido é relacionado à movimentação de moedas digitais, ou bitcoins).

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