Carreira

Exclusivo: Pandapé lança ferramenta que usa IA para selecionar ‘soft skills’ de candidatos a empregos

Uma solução que combina neurociência e inteligência artificial para selecionar candidatos a vagas de emprego. Essa é a promessa do Pandapé Genoma, solução anunciada recentemente pela fabricante de software de recursos humanos Pandapé. O objetivo é dar aos recrutadores capacidade de identificar as habilidades comportamentais (soft skills) necessárias nos potenciais funcionários.

Segundo a empresa, o Pandapé Genoma integra dados científicos e IA com base em mais de 100 avaliações, incluindo jogos cognitivos, testes de julgamento situacional e avaliações técnicas. Ele supostamente mapeia as soft skills usando métodos baseados em neurociência para entender como os candidatos reagem a diferentes situações e “como suas características impactam o desempenho no ambiente de trabalho”.

“O Pandapé Genoma não apenas preenche uma lacuna no mercado, mas também redefine a forma como entendemos o comportamento no contexto de trabalho. Estamos permitindo que as empresas selecionem não apenas com base em habilidades técnicas, mas também no que realmente importa para o sucesso a longo prazo”, promete em comunicado Ana Paula Prado, CEO da Redarbor Brasil, dona do Pandapé.

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Segundo a empresa, entre as empresas testando a solução estão Starbucks e Burger King, no Chile, que obtiveram processos seletivos com duração de 31 minutos e taxa de conclusão dos candidatos de 74%, além de avaliação da experiência do candidato com nota média de 9,1 (de 10) e redução de 19 pontos na rotatividade precoce dos contratados.

Lacuna comportamental

Em comunicado, o Pandapé relaciona o lançamento da solução a uma pesquisa que revelou uma lacuna comportamental nos processos seletivos tradicionais. Apenas 39% das empresas afirmam ter um mapeamento das competências comportamentais essenciais para cada cargo, enquanto 36% fazem isso de forma informal.

Além disso, a pesquisa indicou que 57% dos recrutadores já deixaram de contratar um candidato tecnicamente qualificado por falta de “fit” comportamental. Para a empresa, isso mostra que a falta de avaliação aprofundada das soft skills pode impactar diretamente os resultados das empresas.

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