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O que faz um especialista em Inteligência Artificial e como se tornar um

Até um tempo atrás, quando se falava em Inteligência Artificial (IA), a maioria das pessoas relacionava o assunto a um bom livro de Aldous Huxley ou a um filme de ficção científica. Bem, isso já faz tempo. Ou, pelo menos, o suficiente para que área se tornasse uma das principais estratégias de muitas empresas no desenvolvimento de seus negócios e, por isso mesmo, um conhecimento bastante valorizado pelas organizações.

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Não à toa, o especialista em inteligência artificial é uma das carreiras que mais tem se destacado nos últimos dois anos, devido à alta demanda do mercado. E isso se traduz não só na grande procura pelo RH das empresas como pela faixa salarial oferecida. Segundo o portal Vagas.com, a remuneração vai de R$ 10 mil a R$ 18 mil, dependendo do setor e da maturidade do profissional. Já no exterior, a quantia pode chegar à faixa de US$ 20 mil a US$ 30 mil por mês.

As oportunidades estão em todos os setores, desde o agronegócio ao financeiro, passando pelo e-commerce e assim por diante. E esse leque tão amplo de possibilidades de atuação permite que o profissional escolha trabalhar em um setor que esteja alinhado com seus valores e objetivos. O que é muito bom em termos de realização profissional e até pessoal.

“Em teoria, empresas que manipulam um grande volume de dados necessitam deste profissional, como a Vagas, que cuida do portal de empregos Vagas.com e da plataforma de recrutamento Vagas for business. Além disso, todo processo de automação de atividades repetitivas vem demandando bastante profissionais de IA”, exemplifica José Victor Rodrigues, techlead de inteligência artificial da Vagas.com.

O perfil do especialista em IA

A capacidade de fazer com que máquinas ou, mais precisamente, dispositivos eletrônicos entendam variáveis, tomem decisões e resolvam problemas como se fosse o cérebro humano é, em resumo, IA.

“Um especialista precisa possuir conhecimentos básicos e fundamentais de matemática, tecnologia da informação, lógica de programação, raciocínio lógico e análise de dados. Além de ter uma visão de negócio desenvolvida para soluções de problemas”, descreve Rodrigues.

É importante lembrar que esta especialidade abrange muitos ramos, diz ele, podendo tornar-se necessário se aprofundar em conhecimentos específicos, por exemplo: processamento de linguagem natural, robótica cognitiva, engenharia de software, visão computacional.

Como se capacitar

Existem cursos de graduação, especialização e pós-graduação para quem quer entrar no mercado de IA. As técnicas estão bem documentadas na internet, possibilitando ao autodidata um caminho pessoal de desenvolvimento.

Cursos feitos mais rapidamente, além da graduação, podem ser interessantes, dependendo do momento de vida de cada um. Conforme Rodrigues, há muitos cursos bons on-line disponíveis por plataformas, como Coursera, Udemy, Udacity, Dataquest e Data Science Academy. Além de minicursos e workshops oferecidos pela comunidade.

Buscar conhecimento estatístico e probabilístico podem facilitar muito a percepção analítica dos dados e a compreensão dos algoritmos de machine learning e deep learning. “Caso a sua formação não seja da área de  exatas, é interessante revisitar esses conceitos matemáticos antes de mergulhar diretamente nos algoritmos em si”, aconselha o especialista.

Interagir com a comunidade e estar sempre atento aos avanços das tecnologias e bibliotecas disponíveis são boas dicas. E já ter em mente a área em que gostaria de trabalhar, por exemplo, visão computacional, chatbot, robótica, análise de dados.

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