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Capgemini: sucesso em big data está na estrutura organizacional

Uma pesquisa da Capgemini realizada com executivos da Europa, América do Norte e Ásia-Pacífico indica que oito a cada dez empresas dessas regiões possuem iniciativas de big data em andamento. No entanto, quando olhamos a fundo, entendemos a complexidade das estratégias que envolvem o tema: cerca de 27% desses executivos avaliam seus projetos como “bem-sucedidos”, enquanto apenas 8% como “muito bem-sucedidos”.

Apesar das tentativas fracassadas, as expectativas são altas: a maioria dos entrevistados (60%) acredita que o big data provocará grandes disrupções nas indústrias em que atuam nos próximos três anos.

Para a consultoria, a baixa taxa de sucesso já era esperada, pelo menos na fase inicial de evolução de projetos de big data. Na visão da companhia, outras tendências tecnológicas enfrentaram erros no começo, tais como websites, ecommerce, armazenamento digital, pagamento móvel, entre outras.

Quando falamos de novas tecnologias, é comum que muitas empresas acabem por investir e em novos projetos apenas para não ficar por trás da concorrência. E o mesmo acontece com o big data, o que reflete na falta de iniciativas com propósitos de negócio claros, ou estratégias bem definidas e implantadas.

Em outras palavras, a maior razão para o insucesso dos projetos de big data é a desconexão entre os resultados esperados e metas claramente definidas, indica a Capgemini. Além disso, muitas empresas continuam utilizando sistemas legados, que até então apoiavam a gestão de dados corporativos e o gerenciamento de dados corporativos, que não incluem novas fontes de dados, como redes sociais, dados de log ou até mesmo dados de sensores, para avaliar interações com clientes, desempenho de produtos e outros índices.

De acordo com a pesquisa, o problema está na existência de silos de dados nas organizações: 69% das companhias não integraram totalmente suas fontes de dados. Isso impossibilita uma visão única sobre os dados, o que impede a tomada de decisões precisas.

Como evitar falhas? O caminho é apontado por uma constatação da Capgemini: a taxa de sucesso em organizações que contam com unidade de negócios de analytics é 2,5 vezes maior do que naquelas que possuem equipes isoladas.

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