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Canais: o momento é bom para os negócios

Mobilidade, hardware de infraestrutura, segurança da informação e produtos emergentes como drones e impressoras 3D. Não importa qual seja o foco, existem oportunidades para os canais em todas essas frentes. Contudo, se preparar para mudanças e saber aproveitar o mercado a partir de análises mais inteligentes dos cenários é mandatório. Pelo menos essa é a visão do CEO da Canalys, Steve Brazier.

Ao falar em um fórum para canais e distribuidores da América Latina organizado pela própria Canalys no Rio de Janeiro, o executivo questionou a plateia de mais de 600 pessoas se já existia uma estratégia para trabalhar a venda de drones, frisando existirem várias aplicações no mercado, ou seja, diversas oportunidades. “O que vocês estão fazendo? Pensem em como podem usar em seus negócios. A robótica também crescerá, tanto no mercado residencial como corporativo”, comentou, ao citar como exemplo, no caso dos robôs, uma rede de hoteis que utiliza esse tipo de equipamento na recepção para tarefas simples como liberação de uma segunda chave do quarto ou mesmo para pedir um refrigerante.

No caso específico dos drones, Brazier abordou aplicações simples, como segurança, ou seja, monitoramento, e inspeção territorial, aplicada a governos, produtores rurais, grandes fábricas ou mesmo centros de distribuição. Olhar adiante, avaliar o mercado e se adaptar aos movimentos, lições que parecem simples, são essenciais, sobretudo, em momentos de transformações ágeis como o vivenciado agora por conta da rápida digitalização dos negócios. “Vocês (canais) crescem mais rápidos que os fabricantes, porque vocês vendem, fazem manutenção e implantam soluções”, ressaltou o especialista.

Para Brazier, outro ponto de atenção são as impressoras 3D, onde players como a HP deve anunciar algo nas próximas semanas, pelas previsões do CEO da Canalys. De acordo com a empresa que produz diversas análises de mercado, hoje, impressão 3D já é uma indústria de US$ 1 bilhão, com exemplos fortes de aplicação, por exemplo, na área da saúde. Pelos cálculos da consultoria, até 2018 esse segmento responderá por vendas de US$ 16,2 bilhões, com uma taxa de crescimento anual composta de 46% até lá.

“Vivemos um período de grandes mudanças em TI que criam grandes oportunidades para canais e distribuidores. O mundo está se tornando móvel, em três anos assistiremos a uma transformação na forma como as pessoas utilizam computação. 70% dos dispositivos inteligentes embarcados na AL são smartphones”, avaliou Brazier, lembrando das diferentes tendências na região e das oportunidades que fabricantes como Microsoft perderam. No caso da fabricante do Windows, o especialista ressalta que não houve um desempenho forte do sistema operacional móvel e mesmo com grandes esforços não se assistiu a uma recuperação tão forte dos computadores que rodam Windows.

Com toda essa transformação que mobilidade traz à região, um novo cenário se configura na indústria, com o Android emergindo como principal sistema operacional na AL, respondendo por 65% das vendas, seguido por Windows, com 22% (isso contabilizando PCs) e iOS com 12%. “Essa mudança traz desafios, não é só pensar mobile first, mas Android first”, resumiu, numa frase que fica de alerta para aqueles canais que ainda não souberam explorar bem as possibilidades móveis, sobretudo, com devices que rodam a plataforma Google.

Toda essa transformação digital e equipamentos conectados espalhados em maior volume por todos os lados, trazem desafios e oportunidades também em segurança da informação. A abordagem muda e uma renovação se faz necessária. Ao falar sobre o assunto, Brazier trouxe dois exemplos globais bastante conhecidos de empresas que tiveram problemas sérios com vazamento de dados, a UPS e a Target. “E do ponto de vista de segurança, os Estados, ou seja, os governos, são os principais atores, cada vez mais um espiona o outro e isso já é uma realidade. Criptografia de dados é uma das saídas mais usadas, Apple e Android têm feito isso. Esperamos um movimento maior para soluções open source, especialmente por conta da nuvem. Não se pode garantir que é mais seguro, mas que você saberá o que acontecerá em caso de ataque a um sistema open source, porque ele é aberto e não fechado.”

*O IT Forum 365 viajou ao Rio de Janeiro a convite da Canalys

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