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BYOD, pandemia e conscientização das equipes

É fato que o BYOD (Bring Your Own Device) vem se mostrando um modelo de trabalho eficaz, com comprovado aumento de produtividade nas organizações que oferecem ao colaborador a possibilidade de escolher o dispositivo e o sistema operacional. Eles tornam as atividades profissionais mais confortáveis e eficientes, sobretudo nos dois últimos anos, com o crescimento do home office.

Recente análise do Market Research Future (MRFR) aponta um crescimento anual de 15,86% do setor de BYOD entre 2018 e 2023, quando a movimentação desse mercado chegará a USD 94,41 bilhões.

É inegável que, além de proporcionar a melhor experiência ao funcionário, a redução de custos com aquisição, conservação e modernização constante de equipamentos figura entre as principais vantagens do BYOD, o que por si só já seria um bom motivo para as empresas adotarem esse modelo operacional. No entanto, toda mudança exige planejamento e aculturação dos usuários para garantir que os fluxos de trabalho sigam ininterruptos e sem perdas para a operação.

Permitir aos times operarem nos sistemas que lhes são mais familiares resulta em entregas mais rápidas e na realização de tarefas de forma mais assertiva. Mas oferecer às equipes essa liberdade de escolha trouxe desafios para companhias que precisam garantir aos seus profissionais acesso a arquivos e aplicações em qualquer hora e lugar. Essa demanda abriu um novo mercado para provedores de soluções de virtualização aderentes à multiplicidade de aparelhos e OSs utilizados pelos funcionários.

Não estamos falando apenas de computadores, ou dispositivos móveis, e interfaces como Windows, Linux, IoS ou Android, mas das enésimas versões de softwares que rodam em gadgets de diferentes marcas e gerações. Assegurar ambientes de trabalho compatíveis com esse parque tecnológico heterogêneo e descentralizado – que ganha um reforço cotidiano com a evolução da cloud computing e conexões cada vez ais velozes – é uma tarefa que vem mobilizando as áreas de TI.

Se antes as corporações mantinham infraestruturas centralizadas, com datacenters protegidos, hoje a readequação da segurança de dados é emergencial para suportar a transformação digital que envolve as novas relações de trabalho, pois, uma vez que o colaborador utiliza um dispositivo pessoal para atividades profissionais, é impossível restringir o que ele instala e acessa no equipamento fora do ambiente de trabalho. Isso sem contar a possibilidade de outras pessoas terem acesso ao dispositivo.

Esse cenário justifica o crescimento dos investimentos em segurança para endpoints, como computadores e celulares, de 4,8% ao ano, segundo projeções da consultoria Valuate Reports. O estudo aponta que o mercado global para segurança alcançará faturamento de US$ 17,8 milhões, particularmente impulsionado pelo BYOD, Edge Computing e IoT.

Nesse contexto, a solução é prover workplaces monitorados, com total controle da rede e das atividades realizadas, desde o acesso ao logout, com definições parametrizadas e hierarquizadas do que pode ser acessado, modificado e baixado pelo funcionário. Nesse sentido, aconselha-se o uso de ferramentais que controlem, inclusive, o tempo de atividade do usuário, facilitando o trabalho do RH.

No entanto, a revisão da governança corporativa e a conscientização das pessoas ainda é fundamental. Políticas bem estabelecidas, que envolvam desde regras básicas de acesso ao ambiente de trabalho, às obrigações relacionadas a atualização e manutenção dos dispositivos, fazem toda diferença na implementação do BYOD.

* Gabriel Amorim é sales engineer da Populos

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