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BYOD faz funcionários trabalharem 20 horas a mais sem serem pagos por isso

Muitos funcionários estão trabalhando até 20 horas adicionais por semana, não remuneradas, como resultado da política BYOD (Bring Your Own Device, ou Traga Seus Próprios Dispositivos) adotadas por suas empresas.

De acordo com o relatório trimestral Mobile Workforce Report, realizado pela iPass, empresa que fornece serviços de mobilidade empresarial e redes global de Wi-Fi, um terço dos trabalhadores móveis da empresa nunca desligam totalmente seus dispositivos durante o seu tempo livre.

Os números da iPass, baseados em uma pesquisa com 1,2 mil trabalhadores empresariais móveis em todo o mundo, mostraram que apenas 8% se desconectam completamente do trabalho enquanto estão de férias.

O relatório também mostra que 92% dos trabalhadores móveis “desfrutam de sua flexibilidade no emprego” e são “contentes” em trabalhar mais horas. Na verdade, segundo o relatório, 42% gostariam de uma “maior flexibilidade para as suas práticas de trabalho”.

“O BYOD está efetivamente nos transformando em uma geração de workaholics produtivos, com muitos trabalhadores aparentemente felizes por trabalharem durante o seu tempo de inatividade em troca de flexibilidade sobre como e onde trabalham”, disse Rene Hendrikse, vice-presidente de EMEA na iPass.

“Os trabalhadores móveis querem ajudar suas empresas a permanecerem competitivas em um ambiente de negócios ágil e desafiador e, por essa razão, quase metade de todas as companhias estão agora ativamente incentivando o trabalho flexível.”

No entanto, a iPass alerta que funcionários correm o risco de, literalmente, pagarem o preço por essa flexibilidade, com 18% arcando com suas próprias contas de dados móveis, aumento de 6% com relação ao ano passado.

A pesquisa também analisou o crescimento das comunicações em vídeo. Mais de dois terços (67%) dos trabalhadores móveis estão utilizando videoconferência e/ou aplicações de chat em vídeo mais do que fizeram em 2011.

Skype foi a tecnologia de vídeo mais popular, com 70% dos trabalhadores móveis usando-a como primeira preferência, e 36% utilizaram a plataforma Cisco, seguidos pelos 29% que preferiu o FaceTime e 13% optaram pelo bate-papo de vídeo do Gmail.

Um quinto (19%) dos trabalhadores móveis disse que suas empresas não exigem segurança em smartphones ou tablets para acessar dados do trabalho.

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