As buscas feitas na internet tiveram impacto de US$ 17 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2009, de acordo com o estudo “O valor econômico da busca”, realizado pelo Google e divulgado na última semana com exclusividade para o IT Web. Apenas a título comparativo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as riquezas da economia brasileira somaram, em 2010, R$ 3,675 trilhões.
No restante do mundo, esse valor chegou a US$ 780 bilhões. O estudo traz um dado interessante: no País, foram ganhos US$ 8,2 bilhões em economia de tempo. Já com propaganda foram arrecadados US$ 5 bilhões e com as empresas esse valor vai de US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões. Ou seja, US$ 252 para cada usuário de internet por aqui.
De acordo com Marcel Leonardi, diretor de assuntos governamentais e políticas públicas do Google Brasil, “a busca permite comparação de preços, que o usuário descubra qual a melhor oferta e saber qual é o valor que este produto é oferecido lá fora. Isso dá uma transparência nos preços, quer dizer, fica mais fácil de ver quem cobra caro e quem cobra barato.”
Leonardi afirmou que a tendência é que a busca fique mais relevante devido “à quantidade de conteúdo que é produzido a cada ano e que só aumenta. Com esse mar de informação que nós temos hoje fica praticamente inviável navegar por tudo isso sem ter a busca como o principal elemento de apoio”.
E outras plataformas auxiliam a popularização do sistema de busca, que domina cerca de 90% do mercado de pesquisas online no Brasil. Em 2011, de acordo com a pesquisa Top Mobile Internet Trends, houve um crescimento de 1.000% em pesquisas realizadas pelos smartphones no Google.
De acordo com o especialista, os principais foco das buscas na internet são os pequenos e médios empresários, “porque para eles a publicidade tradicional está fora de cogitação. Eles não têm condições de anunciar no intervalo da novela ou em um jornal de grande circulação. Mas se ele anuncia na busca ele tem um bom retorno sobre investimento”.
Ele ainda afirma que esses números beneficiam todos os segmentos do comércio. “É possível perceber que varejo profissional migrou devagarzinho para o online. Hoje, 16% de todo gasto já está na internet e 40% é publicidade de busca, isso porque todos os setores de comércio eletrônico e prestação de serviço encontram valores derivados de busca”, explicou.
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