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Brics assinam acordo em ciência, tecnologia e inovação

Os ministros da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, países do Bric, assinaram ontem (18/3) memorando de entendimento para cooperação dos países para acelerar iniciativas na área.

Aldo Rebelo, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, e os titulares das pastas das outras quatro nações também subscreveram a Declaração de Brasília, reúne as principais decisões do grupo e as recomendações para ações futuras na área. Para o ministro, os documentos assinados “constituem sinais claros da vitalidade e do dinamismo dos Brics”.

De acordo com Rebelo, a cooperação abre horizontes em áreas como energias renováveis e prevenção e mitigação de desastres naturais.

A Rússia propôs uma série de workshops, fóruns e conferências para estabelecer mecanismos de integração nas cinco áreas temáticas de trabalho da cooperação: mudanças climáticas e prevenção de desastres naturais, a cargo do Brasil; recursos hídricos e ecologia, sob a responsabilidade da Rússia; tecnologia geoespacial e suas aplicações, com liderança da Índia; energias alternativas e renováveis, atribuídas à China; e astronomia, coordenada pela África do Sul.

Hoje, a vice-ministra russa de Educação e Ciência, Ludmila Ogorodova, afirmou que os cinco países desenvolvem parcerias de forma bilateral, mas a direção ideal seria o multilateralismo. Esse conceito deverá envolver ministérios e institutos de pesquisa, acredita.

A ministra sul-africana de Ciência e Tecnologia, Naledi Pandor, definiu o bloco como uma plataforma para o desenvolvimento das nações, lembrando que existem muitas oportunidades estratégicas na família Brics que trarão imenso benefício para o continente africano.

Já o ministro indiano da Ciência, Tecnologia e Ciências da Terra, Harsh Vardhan, considerou que existe uma nova dinâmica de “cooperação transcontinental” em CT&I, encabeçada pelos Brics, para abordar desafios comuns e investir recursos em soluções.

Na avaliação dele, posteriormente os países do bloco precisam estabelecer uma rede de centros de pesquisa e consolidar o intercâmbio de cientistas e conhecimentos, em torno da infraestrutura criada.

O vice-ministro chinês de Ciência e Tecnologia, Cao Jianlin, destacou o “grande esforço” dos Brics para aproximar CT&I das economias, dos desenvolvimentos e do bem-estar social dos países membros.

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