Brexit: conselhos para CIOs e líderes de supply chain

Tem sido uma semana intensa desde que o Reino Unido votou o referendo para deixar a União Europeia (UE). Agora, medos e incertezas pairam sobre o futuro econômico da região e o impacto mais amplo sobre a economia do mundo. Temos no momento uma série de perguntas ainda não respondidas.
Diante desse complexo cenário, Peter Sondergaard, vice-presidente sênior e chefe global de Pesquisa do instituto de pesquisas do Gartner, listou alguns conselhos para dois C-levels: CIOs e profissionais de supply chain lidarem com o novo contexto que se desenha. Confira abaixo:
Brexit vai mudar planos de CIOs e fornecedores de TI até 2018
Para os CIOs, a equipe pode ser o maior problema imediato. Há probabilidade de haver mudança no curto prazo em relação à livre circulação de pessoal entre UE e Reino Unido, mas restrições e controlos nas fronteiras provavelmente serão reintroduzidas no ponto de saída do Reino Unido da União Europeia, se não antes.
Talentos que trabalham fora do seu país de origem podem reagir impulsivamente para Brexit. No longo prazo, a situação de incerteza de trabalho provavelmente vai tornar o Reino Unido, segundo opinião do analista, menos atraente para novos trabalhadores estrangeiros.
Para provedores de tecnologia, gastos de TI no Reino Unido, assim como na maioria dos locais da Europa Ocidental, vão se manter estáveis até o primeiro trimestre de 2017. O Gartner acredita que Reino Unido e empresas europeias ficarão mais cautelosas em relação aos gastos com TI. Agora, alguns novos projetos estratégicos de longo prazo serão colocados em espera e provavelmente não voltarão até o começo de 2017.
A atual previsão de gastos do Gartner globalmente não contempla a saída do Reino Unido da UE. Com a movimentação, provavelmente haverá uma erosão na confiança das empresas e aumento de preços que terão impacto no Reino Unido, na Europa Ocidental e nos gastos de TI em todo o mundo. O Brexit irá diminuir a projeção de 2016 de dois a cinco pontos percentuais para o crescimento negativo.
CIOs devem se preparar para mudanças do Brexit
Em um nível pragmático, CIOs devem criar um pequeno grupo de trabalho virtual, ou “Office of Brexit”, para atuar como um time de projeto se preparando para as eventuais mudanças.
CIOs devem nomear um líder de TI para assumir a responsabilidade para essa iniciativa e reservar tempo suficiente nas agendas regulares de reuniões para discutir planos e rever o progresso.
Transparência para o que está sendo discutido e decidido em diferentes níveis da organização será vital para navegar com sucesso diante de qualquer complexidade e incerteza. Essa equipe também pode fornecer a contribuição de TI para forças-tarefa semelhantes criadas em nível empresarial.
O Gartner recomenda que líderes de TI CIOs incluam no plano os seguintes itens: otimização de custos, pessoas e talento, aplicações, fornecedores e parceiros, gerenciamento de dados, análise, mudanças de governança e modelo operacional e de gestão de risco.
Supply chain: o que o Brexit representa para a logística global?
O Brexit terá grandes implicações sobre o futuro da UE e do comércio anual. Líderes globais de logística devem se preparar para uma complexidade adicional, mas também aproveitar as oportunidades. Apesar da incerteza e da natureza altamente especulativa do que pode ou não pode acontecer durante os próximos dois anos (período que Reino Unido e EU vão negociar os termos da separação), o status quo vai mudar.
Líderes de logística precisam concentrar esforços na preparação para a mudança, executando cenários hipotéticos, revendo a flexibilidade de modelos logísticos operacionais, e assegurando que a organização tem as capacidades necessárias para eventualmente terceirizar atividades.
