Brasil terá ranking de cidades inteligentes a partir de 2018

A Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, em parceria com a Campus Party Brasil, anunciou um projeto que criará um ranking de “cidades inovadoras”, ou seja, municípios que conseguem aplicar tecnologias de última geração para trazer qualidade de vida e prestação de serviços à população. A ideia é que a primeira lista seja apresentada na próxima edição do evento em São Paulo, em 2018.

André Gomyde, Presidente da Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, lançou oficialmente o programa nesta sexta-feira (03/02), durante a Campus Party, e apresentou os indicadores sobre o tema, que pretende trazer às cidades um rol de ações a serem implementadas, além de medir o avanço das ações nas cidades. O projeto chama-se Brasil 2030.

“Todas as cidades saberão o que precisam para serem inteligentes e humanas. Com os comparativos, os prefeitos começarão a ver o ranking e a disputa entre as cidades será benéfica para trazer inovações”, afirma Gomyde.

No total são 202 indicadores que serão avaliados por um grupo com mais de 10 pesquisadores de importantes universidades. Haverá uma média final a partir destes temas, que trará a classificação das cidades.

Os setores avaliados são Governança (participação pública, serviços públicos, transparência, políticas públicas, democracia digital, parcerias público-privadas, legislação); Arquitetura, Urbanismo e Antropologia (Entendimento dos fenômenos e conflitos em sua complexidade); Tecnologia (Conectividade, redes, TICs etc), e Segurança (Combate ao fogo, crimes contra o patrimoônio, taxas de criminalidade etc).

No longo prazo, segundo Gomyde, a estratégia é construir um modelo unificado brasileiro de cidades inteligentes e humanas, que será implementado até 2030, contendo orientações para construção de políticas públicas, além de indicação de processos. A iniciativa conta com participação das 350 principais cidades do Brasil e seus respectivos prefeitos.

Também participaram da apresentação Francesco Farruggia, presidente do Instituto Campus Party; José Ricardo de Freitas Martins da Veiga, secretário especial da micro e pequena empresa no Governo Federal; além de Américo Tristão Bernardes, diretor de inclusão digital do MCTIC. Os dois últimos representantes de órgãos públicos interessados no tema e que prometeram auxílio para o avanço das cidades inteligentes.

Recent Posts

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

12 horas ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

14 horas ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

14 horas ago

Chatbots de bancos e fintechs não entendem as emoções dos clientes, aponta estudo

A evolução da inteligência artificial nos serviços financeiros ainda esbarra em desafios relacionados à experiência…

14 horas ago

Motorola Solutions compra D-Fend por US$ 1,5 bilhão

A Motorola Solutions anunciou a assinatura de um acordo definitivo para adquirir a D-Fend Solutions,…

14 horas ago

Meta amplia controle para adolescentes

Nesta terça-feira (2), a Meta anunciou a expansão global de configurações de conteúdo para contas…

18 horas ago