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Brasil tem 1.500 municípios sem 3G, ressalta presidente da Anatel

Ainda há mercado de dados para ser explorado no Brasil, até mesmo em dados 3G. Hoje, há 1.500 municípios sem cobertura de banda larga móvel dessa faixa, disse o presidente da Agência Nacional das Telecomunicações, João Rezende. Em painel na Futurecom 2013 nesta terça-feira (22/10), no Rio de Janeiro, ele enfatizou: “Temos ainda um grande mercado para buscar”.

De acordo com a União Internacional das Telecomunicações, o tráfego de dados deve crescer 1.000% até 2020. “A empresa que não tiver espectro estará fora desse mercado, e o que puxará as telecomunicações são dados, não voz. Acreditamos que ao fazermos o edital, com alguma contemporaneidade com o 2,5 Ghz, a faixa de 700 Mhz ficará extremamente atraente”, afirmou, mencionando a licitação da faixa para a rede móvel de alta velocidade (4G/LTE).

De acordo com o cronograma, o edital deve sair no primeiro semestre do ano que vem. Rezende reforçou a intenção da agência de cumpri-lo sem atraso. Na interpretação dele, uma faixa ociosa é danosa e, quanto mais eficiente for o uso dela, “melhor para a União”.

O representante do Ministério das Comunicações, Genildo Lins de Albuquerque, minimizou o problema de interferência com a televisão, que opera na mesma faixa. “No Brasil, a faixa de 700 está ocupada só em 700 municípios. Nos outros 4 mil, ela não é ocupada. Então isso só é problema nos grandes centros”, afirmou.

Papel da Anatel

Rezende também afirmou que a Anatel deve ter, no futuro, um papel cada vez mais ligado à infraestrutura. “Quando a Anatel nasceu, estávamos focados no varejo. Hoje, sabemos que o que é importante é a infraestrutura para garantir a qualidade do serviço”, afirmou.

Para ele, no futuro, a tendência é que o varejo esteja “mais liberado” e que a Anatel controle os mecanismos de infraestrutura. “Em contratos de concessão, tudo que pudermos fazer para remover entraves a investimentos de bens, para tornar a telefonia fixa também atraente do ponto de vista do usuário, faremos”, disse. Ele relembrou também o problema da atratividade da telefonia fixa, que vem caindo cerca de 8% ao ano nos minutos utilizados, além da diminuição da atratividade do telefone público. “Precisamos de maneiras de modernizar contratos de concessão”, conclui.

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