Brasil precisa investir em áreas STEM para não ficar fora do mercado de trabalho, alerta especialista

Para que o Brasil avance em termos de educação, é indispensável facilitar processos para a população, promover a simplificação regulatória no setor público e uma sistematização do setor. Essa é a visão de Maria Alice Frontini, presidente do MIT Alumni (Associação de ex-alunos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e engenheira de produção pela Escola Politécnica da USP, a Poli. “Se o Brasil não se reciclar na área da educação, muitas pessoas ficarão fora do mercado de trabalho no futuro. O nosso País necessita de investimento urgente em universidade no setor de STEM”, diz.

Ela explica que, com o aumento do conhecimento produzido pelas novas tecnologias, estudantes universitários estão cada vez mais informados e procurando especialização. “A tendência em alta no mercado de trabalho é a busca pelas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, as disciplinas que compõem, em inglês, a sigla STEM”, afirma.

Maria Alice vai mais longe, acrescentando Artes às quatro citadas, por ser uma disciplina que amplia horizontes, contribui para adicionar criatividade, formando a sigla STEAM. Os cursos acadêmicos destas áreas tornam-se cada vez mais populares pelo mundo inteiro.

“Ao fomentar áreas STEM, está se desenvolvendo habilidades de pensamento crítico, de resolução de problemas com experimentação, pensamento sistêmico na busca de alternativas. Enfim, resolução de problemas complexos, habilidades fundamentais para o futuro do trabalho”, explica.

A maioria das faculdades tem diversas áreas de STEM, como Astronomia, Biomedicina, Engenharia Elétrica, Computação, Ciência Ambiental e Física. Elas geralmente procedem dos mesmos requisitos em matemática e ciências, mas possuem especializações diferentes. Assim, mesmo que um estudante não seja excelente em exatas, pode se dar bem em uma área de estudo mais específica.

Possibilidades de carreira

As opções de carreira em STEM são infinitas. Muitas pessoas pensam que irão passar horas em laboratórios, experiências científicas, cálculos e fórmulas matemáticas ao trabalhar ou estudar em uma Universidade STEM. Os cenários realmente estão associados aos trabalhos deste sistema, mas os profissionais podem ficar surpresos ao saber que há muitos trabalhos em que as áreas de STEM são apenas parte da equação para uma carreira de sucesso.

Por exemplo, com um diploma STEM, alunos podem trabalhar com animação, arquitetura, design, tecnologia, e em muitos outros postos de trabalho.

Maria Alice Frontini será uma das principais palestrantes do SPIN Summit Brazil 2018, evento de inovação e tecnologia realizado pela Harpia Investimentos nos dias 28 e 29 de novembro, em São Paulo.

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