O Brasil está atrás de outros países da América Latina na utilização de serviços de dados móveis. Enquanto, no Equador 23% do Arpu (sigla, em inglês, para receita média por usuário) é usado para dados (SMS, downloads de ringtones, protetores de tela, aplicações, fotos e vídeos), no Brasil esta porcentagem é de apenas 6%.
Na Venezuela, a parte referente a dados do Arpu atinge os 21%. Os dados foram divulgados pela 3G Americas. De acordo com o diretor para a América Latina e Caribe da entidade, Erasmo Rojas, esta taxa se deve às políticas adotadas por cada país.
Ele explica que, no Equador, as operadoras móveis têm promovido fortemente a adoção e o uso de SMS a preços baixos se comparados aos serviços de voz. Já na Venezuela, os players se empenharam desde o início da promoção do serviço para interconectar suas redes de forma que as mensagens de textos trabalhassem entre operadoras, o que encorajou a adoção pelo usuário final e demonstrou uma transparência das empresas.
Rojas explica que, no Brasil, o SMS ainda tem um alto preço. Além disto, no início da promoção do serviço por aqui não houve acordos de interconexão entre redes, o que fez com o que o cliente considerasse o serviço ineficiente, já que não funcionava nacionalmente.
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