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Brasil lidera comércio eletrônico na América Latina

O varejo online na América Latina continua a se desenvolver, principalmente no Brasil, que deve ser responsável por 71% das transações realizadas na região este ano, contra as 54% efetuadas em 2000. De acordo com o relatório publicado hoje, pelo The Boston Consulting Group (BCG), com o patrocínio de Visa International para a região da América Latina e Caribe, o país continua a liderar o crescimento no mercado de varejo na América Latina, com projeções de receitas totalizando US$ 906 milhões para 2001. Completando a lista dos quatro principais mercados, o México se encontra na segunda posição com US$ 134 milhões, Argentina, US$ 119 milhões, e Chile, US$ 45 milhões.

As receitas na América Latina devem atingir US$ 1,28 bilhão até o final do ano mais que o dobro dos US$ 540 milhões registrados no ano passado. Enquanto em 2000 somente duas categorias online obtiveram receitas acima de US$ 100 milhões, em 2001 vão ser quatro categorias com este nível de faturamento. A maior é o setor automotivo, com vendas diretas de cerca de US$ 504 milhões. Leilões para o consumidor a maior categoria em 2000 estará em segundo lugar com US$ 140 milhões, seguida por hardware e software de computadores, com US$ 139 milhões.

Marcos Aguiar, diretor do BCG, diz que apesar do crescimento apontado pela pesquisa, ainda há muito o que se fazer para ampliar o varejo online na América Latina.Essa região tem muito espaço a ser percorrido. Para se ter uma idéia o varejo online nos EUA representa US$ 65 bilhões, declara. O executivo também fala de ações bem sucedidas.Na categoria automobilística, a General Motors adotou com coerência uma estratégia de como fazer venda direta pela Web de seus modelos populares. Para atingir o público alvo instalou quiosques nas concessionárias, cita Aguiar. Outros exemplos interessantes são as atuações do Magazine Luíza e da companhia de aviação Gol.

Seguindo o resultado da pesquisa, em contraste com as tendências no mercado de varejo online na América do Norte, a categoria de alimentos e bebidas online na América Latina é comparativamente forte, especialmente na Argentina e Brasil, onde já existia o hábito de entrega deste tipo de mercadoria em domicílio. Contudo, com vendas estimadas em US$ 79 milhões até o final de 2001, as receitas estão longe daquelas alcançadas pelas primeiras quatro categorias. Mesmo assim, alimentos e bebidas online é o único segmento do comércio eletrônico com taxas de penetração comparáveis às dos Estados Unidos.

De acordo com o relatório, um grupo seleto de varejistas baseados na Web e varejistas multicanais que vendem bens e serviços online estão descobrindo novas oportunidades em um ambiente de negócios eletrônicos cada vez mais competitivo. Um pequeno número de líderes está encontrando formas inovadoras e criativas de utilizar a Internet como, por exemplo, quiosques com acesso à Web, para estender seu alcance online, atingindo a grande maioriade latino-americanos que não têm acesso a computadores. Outros estão implementando sistemas de pagamento seguros, combatendo o receio do consumidorem relação à segurança. De forma geral, debilidades nas ofertas e restrições nos sistemas de pagamento, atendimento e entregade pedidos e serviços ao cliente continuam a limitar o crescimento do varejo online na região.

Para Fernando Barreto, vice-presidente do BCG, está acontecendo uma mudança de hábito.Devemos olhar o mercado de forma mais positiva. Existe um futuro promissor para o varejo online, principalmente em categorias que ainda não são muito exploradas, como o movimento de usados, tanto na área automobilística, como na imobiliária. Um sinal disso são os sites como o AutoPlaza e WebMotors que apresentam o número de acesso muito grande, contudo não registram receitas, pois não são responsáveis pela venda, alerta o executivo.

O Varejo Online na América Latina 3.0: Superando Limitações é o terceiro relatório do BCG/Visa Internactional sobre a indústria na região. Os resultados da pesquisa incluem dados fornecidos por 60 varejistas online, complementados por dados sobre empresas provenientes de fontes públicas.

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