Brasil está à frente em ameaças no Android na América Latina

A segurança móvel desempenha um papel cada vez mais importante na proteção de ativos de informação, tanto para usuários domésticos quanto corporativos. Sabendo disso, a Eset, empresa em detecção proativa de ameaças, analisa o panorama de segurança móvel com base em estatísticas obtidas durante os primeiros seis meses deste ano.

A detecção de malware para Android caiu 27,48% em relação ao primeiro semestre de 2017. No entanto, o Brasil continua entre os países com o maior número de detecções na América Latina. No iOS, a queda no número de detecções foi de 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segurança no Android

Em relação às vulnerabilidades no Android, até junho de 2018 foram identificadas 322 falhas de segurança, 38% do total de ameaças relatadas para essa plataforma em 2017, ano em que a quantidade de vulnerabilidades teve um pico histórico, atingindo 842 falhas publicadas.

Além disso, 23% das falhas publicadas em 2018 são críticas e 13% permitiram a execução de códigos maliciosos. Esta é uma melhora considerável em relação aos anos anteriores, em que a porcentagem de falhas críticas foi significativamente maior. De qualquer forma, a Eset recomenda que os usuários instalem os patches de segurança para evitar serem afetados por vulnerabilidades graves, como as corrigidas em abril deste ano pelo Google.

A boa notícia é que o número de detecções de malware diminuiu 27,48% em relação ao primeiro semestre de 2017 e 12,87% se comparado ao segundo semestre do ano passado, talvez como resultado dos esforços do Google e de pesquisadores de segurança para detectar ameaças e impedir sua disseminação.

No entanto, apesar do menor número de detecções, a quantidade de novas variantes de código malicioso para o Android continua perto de 300 novas amostras mensais. Outro fato interessante é que o Android acabou sendo a quarta arquitetura que mais recebe novas variantes de malware, depois do Win32, MSIL e PDF.

Entre as ameaças que foram identificadas recentemente, encontram-se possíveis variantes do Satori e do trojan bancário Exobot. Os cartões de crédito também foram alvo de vários aplicativos maliciosos na Play Store. Além disso, também ocorreram infecções graves para minerar criptomoedas em Smart Tvs que executam versões do Android TV.

No primeiro semestre de 2018, as detecções de malware para Android estavam concentradas mundialmente no Irã (16%), Rússia (14%) e Uganda (8%). O primeiro país latino-americano a figurar no ranking internacional é o México (3%) em sétimo lugar, seguido do Peru (2%) em décimo lugar.

Ao considerar apenas as detecções na América Latina, em 2018 os países com o maior número de detecções foram México (25%), Peru (17%) e Brasil (11%).

Segurança no iOS

No iOS, 124 vulnerabilidades foram publicadas em 2018, representando 32% do número de falhas encontradas para este sistema operacional em 2017 e menos da metade das vulnerabilidades encontradas no Android durante o ano corrente. Isso parece indicar que o número de vulnerabilidades não excederá o obtido em 2017, tanto para Android quanto para iOS. A porcentagem de falhas graves é semelhante ao Android, com 12% de vulnerabilidades críticas.

Por outro lado, as detecções de malware para iOS diminuíram 15% em comparação com o primeiro semestre do ano passado, mas aumentaram 22% em comparação com o segundo semestre de 2017. O número de novas variantes de malware continua sendo muito baixo, o que pode indicar que os ataques sejam realizados por variantes de malwares já conhecidos.

Em relação à distribuição geográfica dessas detecções, não há mudanças no cenário dos últimos anos. As ameaças estão concentradas mundialmente na China (61%), Taiwan (13%) e Hong Kong (3%).

“Os malwares podem estar em qualquer celular, no mundo todo, o que pode ser a garantia de segurança para um usuário é a atenção que ele dedica a proteger seus equipamentos, para assim, poder aproveitar a tecnologia sem medo”, comenta Camillo Di Jorge, country manager da Eset. “Ter um bom antivírus instalado, fazer backup das informações e ainda, conferir sempre se um aplicativo está vindo de uma loja confiável, podem ser maneiras de manter seu dispositivo mais seguro”, finaliza.

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