Brasil e EUA discutem cooperação para iniciativas em segurança cibernética

Representantes brasileiros e norte-americanos estiveram reunidos na última quarta-feira (30/08) para discussões sobre cooperações visando iniciativas em segurança cibernética.

O diretor de Ciência da Computação, Informação e Engenharia da Fundação Nacional de Ciências (NSF, na sigla em inglês), Jim Kurose, visitou o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). A pauta da reunião é a continuidade das conversas que ocorrem desde 2015, quando o ministério, por meio da Secretaria de Política de Informática (Sepin), e a NSF lançaram uma chamada coordenada em segurança cibernética. Já foram realizados dois workshops bilaterais.

Durante o encontro, o secretário de Política de Informática, Maximiliano Martinhão, destacou que a segurança cibernética é um aspecto fundamental na estratégia de transformação digital do país. “Sem a segurança da rede, os usuários não têm confiança e não são estimulados a usar a internet cada vez mais.”

O diretor da NSF, por sua vez, ressaltou os resultados que vêm sendo obtidos nos projetos desenvolvidos em parceria pelos dois países. Segundo Kurose, os trabalhos realizados em cinco áreas são de alta qualidade, têm resultado em grandes pesquisas e possibilitado colaborações importantes entre pesquisadores. “Temos cinco times com integrantes do Brasil e dos Estados Unidos e, além das pesquisas, estamos compartilhando pessoas, o que é muito importante.”

Temas

Durante os seminários, foram levantados os temas mais importantes em segurança cibernética, que foram incluídos nas linhas temáticas da chamada coordenada, lançada em 2016, numa iniciativa conjunta da Rede Nacional de Pesquisa e Ensino (RNP), supervisionada pelo MCTIC, e da NSF. A chamada apoia cinco projetos nas áreas de detecção de malware, Internet das Coisas, sistemas ciberfísicos e ciber-humanos e segurança e privacidade em redes. Os projetos, que estão em processo de contratação, terão duração de dois anos e um orçamento de US$ 3 milhões, sendo metade financiada pela NSF e a outra por recursos procedentes da Lei de Informática.

Na visita, também foram discutidas novas possibilidades de parcerias entre os países. O diretor de Ecossistemas Digitais da Sepin, Otávio Caixeta, reforçou o interesse de expandir a cooperação nos setores de educação em TICs e de inteligência artificial. O secretário Maximiliano Martinhão sugeriu a necessidade de lançar uma nova chamada coordenada entre os dois países em 2018. Jim Kurose ressaltou que a NSF tem grande interesse em continuar financiando pesquisas de alta qualidade e tornar possível a colaboração internacional.

*Com informações do MCTIC

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