O Brasil e a Argentina avaliam a criação de um sistema conjunto de defesa cibernética. As primeiras discussões começam daqui a dois meses, quando uma missão do país vizinho vem ao Brasil, segundo informa o ministro da Defesa, Celso Amorim.
Amorim esteve com a presidente argentina Cristina Kirchner e em reuniões com os ministros da Defesa, Agustín Rossi, e das Relações Exteriores, Hector Timerman. Segundo ele, o que motivou a decisão foram as denúncias de espionagem da Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA, na sigla em inglês). Documentos sigilosos divulgados pelo ex-técnico terceirizado da NSA, Edward Snowden, por meio da imprensa internacional, indicam que a presidenta Dilma Rousseff e a Petrobras teriam sido monitoradas pelos programas de vigilância dos EUA.
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“Achamos que essa questão de espionagem, que teve como epicentro o Brasil, mas que também repercutiu em outros países da América Latina, merece uma tentativa de encontrar uma resposta regional”, disse o ministro argentino da Defesa, em entrevista, após o encontro com Amorim.
Este ano, o Ministério da Defesa tem um orçamento de R$ 90 milhões para o Centro de Defesa da Cibernética, mas, segundo Amorim, depois das denúncias de espionagem eletrônica, está sendo feita uma “avaliação para a implementação de um programa imediato”, cujos custos ele ainda não pode revelar.
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