Google lança projeto de software livre chamado Coder que pode transformar um dispositivo Raspberry Pi em um servidor web e proporcionar um ambiente para programadores iniciantes praticarem devolvimento de código na web.
Raspberry Pi é um computador do tamanho de um cartão de crédito que pode ser ligado a um televisor, monitor e teclado. Lançado no ano passado, o dispositivo que roda Linux baseado em ARM vem como uma placa de circuito exposta, sem um case. Seu preço gira em torno de US$25 e US$35 e é destinado a amadores, hackers ou quem tem interesse em uma forma acessível de experiência em computação de código aberto.
Em abril, a Raspberry Pi Foundation anunciou a venda de mais de um milhão de dispositivos desde de janeiro deste ano, o que provavelmente é a mesmo número de Chromebooks do Google vendidos no ano passado. O sucesso do Raspberry Pi oferece um contraponto aos atuais relatórios sobre o declínio nas vendas de PCs.
Segundo relatou o tecnólogo de criação do Creative Lab, Jason Striegel em um post, o Coder é “uma ferramenta de código aberto que transforma o Raspberry Pi em um servidor web e ambiente de desenvolvimento simples, pequeno e pessoal – o que você precisa para elaborar HTML, CSS e JavaScript, enquanto está aprendendo a trabalhar com códigos”.
Para instalar o Coder, atualmente na versão 0.4, o usuário deve baixar o cartão de imagem do Coder SD e transferi-lo para um cartão SD utilizando um OS X ou aplicativo utilitário do Windows. Com o cartão SD no slot para cartão do Raspberry Pi, ligue o Raspberry Pi e, em seguida, acesse o endereço http://coder.local URL usando o Chrome ou Internet Explorer rodando em outro computador na mesma rede.
Enquanto o servidor Web Coder é usado por trás de um firewall, como um roteador, será acessível apenas para as máquinas da rede local. Ele é destinado para ser um sandbox web pessoal, ao invés de um servidor web de produção.
O Coder é um projeto open source que pode receber contribuições de correções de código ou melhorias.
Proporcionando esse poder aos desenvolvedores, o Google continua sua evangelização da tecnologia e do desenvolvimento baseado na web, na qual tem apostado através investimentos no navegador Chrome e Chrome OS.
Na semana passada, o Google lançou o Chrome Web Apps, uma forma de empacotar aplicações web para que permite a execução fora do navegador, em suas próprias janelas, como se fossem aplicativos de desktop nativas. E na quarta-feira (11), Google e Intel anunciaram que a próxima geração de Chromebooks será baseada no chipset Haswell.
Dois parceiros de hardware adicionais já assinaram contrato produzir os Chromebooks com a quarta geração, a Asus e Toshiba.
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