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Boni, do Bradesco, revela inovação em três passos

O setor financeiro respira tecnologia diariamente. Seja quando um cliente está na agência para pagar uma conta na boca do caixa, efetuando uma operação pelo internet banking ou via telefone. O mesmo acontece internamente, no suporte à estrutura do negócio como um todo, principalmente, para atender às diversas regras impostas ao setor. E em meio a tudo isso, o líder de TI precisa encontrar uma forma de inovar, testar novas tecnologias e funcionalidades que possam agregar valor à corporação. No Bradesco, a TI, hoje liderada por Aurélio Conrado Boni, após aposentadoria recente de Laércio Albino Cezar, possui um departamento de pesquisa e inovação tecnológica (DPIT). E todo o processo acontece em três grandes etapas: análise técnica, análise de negócio e defesa.

Talvez, o que confira a liderança a Boni na categoria Adoção de Tecnologias Emergentes do prêmio Executivo de TI do Ano, seja toda essa força organizacional do Bradesco, aliada à flexibilidade da área para manter um time curioso e com vontade de encontrar formas diferenciadas para tocar o dia a dia. ?A missão do DPIT é fomentar a inovação tecnológica na corporação e, para isso, a análise de tecnologias emergentes é fundamental?, pondera o VP de tecnologia da informação do banco. ?O processo inicia com a pesquisa de tendências e o objetivo é sempre conciliar a tecnologia as necessidades e desejos reais.?

Embora possa parecer simples, essa não é uma tarefa fácil e, para conseguir isso, o trabalho conjunto com as áreas de negócio se torna fundamental. Quando uma tecnologia é submetida à análise dentro dos três passos, o departamento que demanda a solução participa da análise de negócio, por exemplo. Conjuntamente, TI e área responsável fazem a análise de viabilidade, mensurando perspectivas de retorno potencial e valor agregado. ?Para o Bradesco, a inovação só acontece quando conciliamos o desejo do cliente, com o tecnicamente possível e o financeiramente viável?, referenda.

Atualmente, Boni explica que o banco trabalha com uma expectativa de investimento de R$ 24,4 milhões em pesquisas, testes, certificações e construção de protótipos. Neste momento a TI está com 350 iniciativas em execução. Quando questionado se há alguma linha de pesquisa preferencial, o executivo lembra que o DPIT congrega diferentes focos. Ao detalhar mais o processo, falou que os estudos estão integrados e contam com a participação de outras áreas da TI, como processamento de dados ou desenvolvimento.

?Sempre monitoramos o mercado, pesquisamos junto as principais empresas de TI, visitamos seus laboratórios, participamos de feiras, eventos e testes ?betas? de produtos, estamos em contato com as principais universidades, acompanhando redes sociais e notícias de forma global?, comenta Boni, mostrando a disponibilidade que a equipe tem na busca e conhecimento de novas soluções. ?Essa pesquisa de mercado gera uma visão de futuro, que, no nosso caso, é de até 10 anos, norteando o que devemos focar de acordo com a maturidade e potencial de mercado.?

Como ficou a categoria:
1º Aurélio Conrado Boni, Banco Bradesco
2º Jamir Teodoro Lopes, Cemig
3º Sérgio Ricardo Bueno, M. Cassab

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