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Blackberry 10 licenciado: veja prós e contras

Thorsten Heins, CEO da RIM, deu a entender que o licenciamento da plataforma móvel BlackBerry 10 é discutido como uma tática para ajudar a revitalização da empresa.

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“Não temos escala econômica para competir contra os caras que lançam 60 aparelhos por ano. Temos que diferenciar e focar na plataforma. Para lançar o BB10, talvez tenhamos de licenciar para alguém que consiga atingir esse objetivo melhor do que a gente. Há opções já em investigação”, afirmou Heins em entrevista para o The Daily Telegraph.

Em outras palavras: a RIM pode construir a plataforma parecida com a maneira que a Microsoft constrói o Windows Phone, e depois permitir que outros fabricantes de hardware façam seus próprios aparelhos usando o BB10.

“Podemos pensar em construir um sistema de referência e depois basicamente licenciá-lo, ter outras pessoas construindo o hardware. Investigamos a possibilidade e ainda é cedo para entrar em detalhes. Também temos que moldar essa possibilidade sob a perspectiva financeira, esse é o motivo de estarmos trabalhando com conselheiros financeiros para avaliarmos se, caso realizemos isso, qual seria o futuro da empresa. Ou fazemos sozinhos ou com um parceiro, mas não abandonaremos nossa base de inscritos”.

Essa mudança seria completamente diferente do atual modelo da empresa. Qual a consequência para a RIM? Vamos analisar alguns prós e contras.

Prós:

  1. Escolha de forma: permitir que vários fabricantes façam smartphones BlackBerry levará a vários dispositivos, cada um com um formato. Isso seria ótimo para os consumidores, permitindo a escolha do aparelho que seja mais confortável (toque, QWERTY, toque + QWERTY);
  2. Base de usuário potencialmente maio: com mais dispositivos para escolher, os consumidores poderiam ficar tentados a voltar à plataforma, especialmente se serviços como o BBM forem integrados a todos os aparelhos;
  3. Foco no software: ao deixar o processo de hardware para outras empresas, a RIM poderia se focar completamente na plataforma. A empresa luta para levar o BB10 ao mercado e já atrasou o lançamento várias vezes. Permitir mais foco no software pode ser o diferencial que deixe o hardware mais potente e refinado.

Contras:

  1. Diluição da marca pode gerar perda de controle: permitir que outras fabricantes façam aparelhos BlackBerry significaria a diluição da marca da RIM ou pelo menos significaria uma direção completamente diferente da que a companhia toma hoje. Também forçaria a empresa a abrir mão do controle que tem sobre o seu ecossistema;
  2. Problemas com desenvolvedores: uma coisa que a empresa tem orgulho é do forte suporte de desenvolvedores. Isso poderia mudar se eles de repente tivessem que lidar com várias telas, processadores, rádios e outros elementos de hardware. Talvez a empresa pudesse ajustar guias similares àqueles empreendidos pela Microsoft com suas exigências de hardware do Windows Phone;
  3. Perda de receita: cerca de 70% da receita da empresa vem com a venda dos aparelhos BlackBerry. É simplesmente impossível que a companhia consiga recuperar essa receita com taxas de licenciamento. A RIM competiria com seus parceiros pela venda de hardware.

Tradução: Alba Milena, especial para o IT Web | Revisão: Thaís Sabatini

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