Backup Portátil: Seagate Replica, Sandisk UltraBackup e Silicon Power Armor A70

Seagate Replica
A idéia por trás do Replica é “replicar” o funcionamento do Time Machine da Apple, o sistema de backup nativo do Leopard (OSX) que mantém uma cópia completa do sistema do usuário perfeitamente sincronizada em um segundo dispositivo de armazenamento. A unidade do Replica que testei é a “Multi-PC” de 500GB (existe outra mono-usuário de 250GB), que compreende um disco de 500GB tipicamente usado em notebooks (5400rpm) alimentado pela porta USB (duas se for usar o “dock”…) e que depois de ter o software devidamente instalado “faz tudo sozinho” isentando o usuário de tomar qualquer ação.
É lógico que é possível fazer algumas configurações, como por exemplo excluir os backups de outros usuários (ou PCs) já que é “Multi-PC”, colocar senhas nos backups ou acrescentar mais unidades no backup além da tradicional “unidade C:” mas as opções de configuração são bastante limitadas. Não há como excluir arquivos ou diretórios, o backup é feito na unidade inteira e obviamente se sua partição for maior que o tamanho do Replica será impossível fazer o backup. Ou é tudo ou nada, O conceito é instalar e “relaxar”…

Porém, o software apresentou vários bugs no Windows 7 64bits mesmo estando na última versão. Por exemplo, na primeira instalação não era possível navegar pelo backup, pois o painel simplesmente não abria. Depois de um reset na unidade e uma nova instalação, o software abriu e aparentou funcionamento parcial, mas era impossível navegar sem causar um erro no Explorer, que fechava a aplicação. Embora a máquina estivesse recém formatada, com uma instalação nova do Windows 7 64bits ocupando poucos GBs, o primeiro backup levou cerca de 4 horas para terminar. É comum nesses sistemas baseados em “snapshots” que o primeiro backup demore bastante mesmo, mas achei excessivo. Depois disso, as variações são incrementais e por isso praticamente transparentes ao usuário. Um led azul no topo do Replica pisca sinalizando a atividade, e é possível acompanhar alguma coisa passando o mouse sobre o ícone na barra de tarefas mas é só, as informações são bastante limitadas mesmo, tanto para acompanhar o que está sendo feito quanto para avaliar a performance do produto.
O software do Replica instala um menu de opções no “context-menu” do Explorer, de forma que ao clicar com o botão direito do mouse em um arquivo e selecionando o menu Seagate Replica é possível recuperar uma versão anterior do arquivo ou entrar no modo “Browser” do Replica, navegando pela estrutura dos backups, a única forma de recuperar um arquivo recém apagado.
A questão “Multi-PC” me intrigou, e de fato é possível instalar e criar várias imagens de vários PCs no mesmo Replica, porém além da limitação do espaço (500GB não é muita coisa…) é necessário instalar o bugado software em todos os PCs, software esse que chega a consumir mais de 70MB da memória enquanto está rodando, e que “nem sempre” está fazendo o que se espera (em dado momento ele disse “concluído” mas literalmente não tinha feito nada…). Uma pena realmente esse software ser tão problemático assim, pois conceitualmente a idéia é boa, e se fosse bem implementada seria uma ótima solução. Os bugs vão de coisas simples que não funcionam, como o ícone do desktop que apresenta um erro sempre que é clicado (um ponteiro vazio não consegue ser acionado) até outros mais graves como erros no Explorer e falta de resposta do aplicativo.
Outra falha é que a imagem salva no Replica só pode ser restaurada em um destino de igual tamanho que o original. Pra quem não entendeu essa limitação, imagine uma situação bastante comum: seu notebook tem um disco de 250GB e um backup atualizado no Replica, e por isso mesmo você acha que basta trocar o disco do notebook por um novo, digamos 500GB, e restaurar a imagem que tudo vai correr bem, certo?
Errado. A partição restaurada terá obrigatoriamente 250GB (tamanho da partição original) e seu disco de 500GB ficará metade sem formatação, requerendo um software de particionamento adicional para ajustar tudo sem perder os dados. Falando em recuperação em caso de catástrofe, a unidade do Replica não é bootável, é necessário usar um CD de recuperação (incluso no kit) para ativar o software e recuperar os dados do Replica, portanto, não serve para Netbooks (que não tem unidade de CD). Além disso, não há no Windows a possibilidade de gerar uma cópia desse CD de recuperação caso o original se perca. A instrução na embalagem é clara: “Guarde esse CD em um lugar seguro, use somente em caso de restauração completa”. Ao preço médio de 450 reais, o dobro dos HDs externos de mesma capacidade encontrados no mercado brasileiro, e ainda contando com um software bugado e pouco funcional no Windows 7 64bits (e note que só funciona no Windows…), não é um produto que levaria minha recomendação.
