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AWS lança novo plano de preços para reter e ampliar presença de mercado

Em um movimento para manter a atual liderança no setor de armazenamento de nuvem, a Amazon acabou de lançar um novo plano de preços que beneficia empresas que realizam contratos de longo prazo com a provedora de cloud computing. 

Chamado Saving Plans, o novo modelo está baseado na Elastic Computer Cloud (mais conhecida como EC2), o serviço de nuvem mais popular da empresa e já está disponível para clientes de praticamente todos os países — a exceção fica por conta da China.  

O grande diferencial desse novo serviço é que os descontos de uso são atrelados a um contrato de fidelidade, que pode ser fixado em algum período de um ou três anos. Com essa estratégia a empresa consegue aumentar a fidelização dois clientes já existentes e também se apresenta como uma opção mais em conta para novas empresas. 

Anteriormente, o único formato de desconto  prévio oferecido pela AWS era por meio do Instâncias Reservadas (ou RIs), que oferece abatimentos que podem chegar à 75% do valor normal, mas demanda uma certa matemática ou “futurismo” de planejamento da equipe de TI para medir quanta capacidade computacional a empresa precisará para não gastar demais ou de menos com o serviço. 

O Saving Plans chega com a proposta de facilitar esse processo e de quebra garantir para a Amazon a permanência de uma boa parte dos clientes atuais. Ou pelo menos a receita, no caso de multas por quebra de contrato. 

No detalhe

O Saving Plans é oferecido por dois formatos: o primeiro é o Compute Saving Plans, que permite aos clientes reservar diversas “famílias” de produtos, baseadas em capacidade computacional, memória e armazenamento necessários. De acordo com a AWS, esse modelo pode gerar uma economia de até 66% com gastos relacionados com a nuvem. 

Já o segundo formato é o EC2 Instance Savings plans, que não oferece tantas opções de instâncias dentro de cada região. Contundo, quem optar por esse modelo pode reduzir despesas em até 72%, afirmou a empresa em um post anunciando o novo produto. 

Para fazer a escolha, é necessário estimar o quanto da capacidade da nuvem sua empresa ou departamento precisará por hora. Antes de realizar a escolha, é possível verificar na ferramenta Cost Explorer (Explorador de Custos, em tradução livre), o quanto de economia pode ser feita com cada formato. 

Caso o seu plano ultrapasse o tempo/valor cotado, a cobrança do valor extra será feita pela tabela de taxas do modo On Demand. 

Como dá para ver, cada plano tem sua força e fraqueza, então vale analisar bem qual formato seria mais vantajoso ou até se continuar no modelo antigo se mostra uma alternativa mais rentável para a companhia. O que vale no momento é a expansão de opções. 

Com a medida, a companhia de Jeff Bezos pretende ampliar sua receita no mercado de computação em nuvem, que gerou US$ 9 bilhões somente no terceiro trimestre — valor correspondente a quase 72% dos US$ 3,2 bilhões em receita operacional da companhia. 

*Com informações da Business Insider 

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