Avanço ou retrocesso? O que muda na carreira de TI

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8:03 am - 03 de abril de 2008

Aparentemente, os diretores de TI estão ganhando respeito, pelo menos,

em algumas organizações. Na pesquisa conduzida pela InformationWeek

Research, com executivos de nível de chefia, 41% disseram que a

influência dos CIOs em suas companhias está aumentando, enquanto 40%

afirmaram que não verificaram nenhuma mudança significativa e 19%

comentaram que a influência está diminuindo. Sendo assim, o que mudou

em termos do que as companhias estão procurando em um diretor de TI?

Mais líderes corporativos estão sendo trazidos para ocupar o cargo de

diretor de TI.

Tim Stanley, o revolucionário diretor de TI na Harrah’s Entertainment,

uma rede de hotéis e cassinos, é um bom exemplo da evolução dos

diretores de TI. Além de manter o título de CIO, Stanley é

vice-presidente sênior dos setores de inovação, jogos e tecnologia. A

propriedade e a supervisão dos processos corporativos estão lado a

lado, dentro das muitas responsabilidades técnicas de Stanley. É uma

volta à tese de Krishnan, da Universidade de Michigan,

Os diretores de TI que quiserem progredir precisam redefinir seu

enfoque sobre a cultura da TI, devem se tornar mais como investidores

capitalistas em empreendimentos de tecnologia, analisa Dave Aron,

vice-presidente de pesquisas do Gartner. Deste modo, precisam desafiar

o valor dos projetos, sugerir alternativas e garantir que os

procedimentos adequados sejam realizados, tanto internamente quanto

externamente ao departamento de TI, para assegurar o sucesso.

Para Ken Harris, vice-presidente sênior e diretor de TI na Shaklee,

ajuda muito o fato de ele trabalhar em uma companhia de médio porte, e

não se trata de sua companhia não ser grande, mas ser consagrada.

Harris, que é ex-diretor de TI na Gap e também trabalhou na Nike,

iniciou na Shaklee há dois anos depois que a companhia foi adquirida

por uma empresa de private equity, para determinar o papel que a TI

representará em ajudar a companhia a “se tornar novamente relevante

para uma geração mais jovem” e descobrir como conseguir ?o melhor

retorno para os investimentos?.

O que há de diferente sobre seu cargo atual é que ele trata muito mais

de estratégia do que de táticas. “Posso ajudá-los a tomar decisões que

são viáveis, do ponto de vista da tecnologia”, ele relata.

?Isto não quer dizer que todas as portas estarão fechadas?, diz Cunha,

da Leroy Merlin. O executivo acredita que os profissionais de TI que

não estiveram aptos a se alinhar aos negócios operacionais, apesar de

perder liderança dentro das companhias, poderão seguir atuando em

empresas de serviços de tecnologia da informação.

Ou, talvez, eles apenas permanecerão onde estão, consolidando centrais

de dados, mantendo aplicativos e gerenciando servidores, em vez de

liderar mudanças nos processos corporativos por meio da inovação da

tecnologia. O papel de agente de mudanças certamente será realizado por

alguém. Mas, se não for pelos diretores de TI, então, por quem será?

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