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Autoconhecimento e aprendizado constante são características essenciais para o líder de primeira viagem

Um dos grandes desafios na carreira de qualquer profissional é a mudança de papel. Ser promovido, principalmente para uma posição de liderança, é muito bom, mas o impacto que essa mudança pode trazer é sempre incerta.

O gestor de primeira viagem precisa assumir uma postura de aprendiz e desenvolver sua resiliência para entender que não dominará todas as tarefas como antes. O principal desafio é aprender, na prática, o que muda entre o atual papel e o anterior, deixando de fazer atividades que sempre fez muito bem – e, provavelmente, contribuíram muito para a tão sonhada promoção – para entrar em um mundo de novos desafios e oportunidades.

Durante esse aprendizado é natural sentir angústias e ter muitas dúvidas, por isso é importante investir na capacitação para o desenvolvimento de habilidades essenciais ao líder. Tão importante quanto o conhecimento técnico sobre o negócio é agir com o devido comportamento. É aí que entra a importância do desenvolvimento de soft skills (termo em inglês para definir as competências sociais, emocionais e mentais ligadas à personalidade de cada um) e do aprendizado constante, tão importantes para o crescimento profissional.

Líderes de destaque possuem alguns valores em comum como empatia, resiliência, escuta ativa, adaptabilidade, flexibilidade, propósito, capacidade de comunicação e de resolver problemas, por exemplo, então treinamentos que ensinam a delegar tarefas, gerir pessoas e desenvolvam habilidades de comunicação são essenciais para quem está começando nessa jornada.

Delegar tarefas, aliás, é o primeiro grande passo para se tornar um bom gestor. Aqui o que faz a diferença é dedicar tempo para conhecer bem cada indivíduo da equipe e distribuir as atividades condizentes com a capacidade de cada um. Essa é a grande diferença do novo cargo: entender que a entrega de resultados passará a ocorrer por meio de outros profissionais e não somente do trabalho individual.

Para que isso aconteça é fundamental ter interesse genuíno no aprendizado e crescimento dos outros, mas só vontade e interesse não bastam. É recomendado buscar ferramentas ou cursos específicos e, principalmente, focar energia no autoconhecimento, pois ter clareza de quais são seus pontos fortes e suas fraquezas é imprescindível para a gestão de equipes.

*Richard Vasconcelos é CEO da LEO Learning Brasil

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