Categories: Notícias

Atual modelo de telecomunicações deve ser mantido, afirma ex-ministro

As concessionárias de telefonia fixa local não devem deter outorgas de TV a cabo na mesma área geográfica em que prestam serviços de telefonia fixa. A posição foi defendida, na manhã desta terça-feira (06/02), tanto pelo ex-ministro das Comunicações e sócio da Orion Consultores Associados, Juarez Quadros, como pelo presidente da TelComp, Luis Cuza. Ao apresentar os resultados do estudo “A Competição entre Concessionárias de Telefonia Fixa Local e TV por Assinatura”, Quadros reiterou sua posição de que o atual modelo de legislação das telecomunicações deve ser mantido. “Se não preservar a competição, no futuro, não teremos opções. As operadoras estão ficando com a hegemonia e isto mata a iniciativa privada”, destacou. O estudo apontou que a atuação das operadoras de TV por assinatura nos mercados de voz e banda larga promove competição, proporcionando opções ao usuário, redução de preços e melhoria na qualidade do serviço. Porém, o caminho inverso restringiria a competição e consolidaria um indesejado modelo dominado pelas concessionárias de STFC-Local. Para Cuza, uma das maneiras para reverter a situação é fomentando a entrada de novos investidores. O presidente da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) usou como exemplo o leilão de WiMax para defender que há mercado e investidores para TV por assinatura. “Falava-se que ninguém teria interesse em alguns estados e, no entanto, cem operadoras interessaram-se pelo o leilão de freqüências do WiMAX.” De acordo com ele, as concessionárias devem começar a oferecer o serviço de TV por assinatura em Curitiba e no Rio de Janeiro. Cuza também apontou a necessidade de a Anatel fazer novos leilões de licenças de MMDS (Multipoint Multichannel Distribution System, distribuição de TV por meio de microondas terrestres) para aumentar a concorrência; e de o governo criar mecanismos que incentivem o aumento do que ele chama de banda larga real. “O futuro de toda TV por assinatura será IP, mas para tanto precisa-se de banda larga de, pelo menos, 30 megas”, sinaliza.

Recent Posts

SpaceX, Anthropic e OpenAI enfrentam riscos em possíveis IPOs

SpaceX, Anthropic e OpenAI estão no radar de Wall Street para possíveis aberturas de capital…

14 horas ago

Sistemas legados: como tomar decisões para garantir resiliência em setores críticos

por Eduardo Honorato Falar sobre infraestruturas críticas na Era Digital tem sua própria complexidade dentro…

17 horas ago

Sem equipes preparadas, IA não entrega transformação

A adoção de inteligência artificial (IA) nas empresas não depende apenas da disponibilidade de ferramentas.…

19 horas ago

Cohesity obtém patente para aplicar IA diretamente em dados de backup corporativos

A Cohesity anunciou a concessão da Patente Nº 12.619.501 pelo Escritório de Patentes e Marcas…

2 dias ago

Para Diogo Cortiz, maior desafio da IA é a falta de capacidade crítica para questionar suas respostas

Diogo Cortiz, professor da PUC-SP e doutor em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, tem…

2 dias ago

Agentes de IA vão dar “superpoderes” a profissionais de TI, diz DJ Sampath, da Cisco

DJ Sampath chegou aos Estados Unidos há 30 anos com oito dólares no bolso e…

2 dias ago