Categories: Notícias

Ataques cibernéticos aumentam em quantidade e complexidade

Com o aumento do número de aparelhos conectados à rede, os cibercrimonosos vão aprimorar suas técnicas em ataques à Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e invasões avançadas, enquanto também exploram vulnerabilidades dos servidores de grande escala para ganhos financeiros e outros propósitos maliciosos. A conclusão faz parte da previsão que a divisão de pesquisa da Fortinet faz para o próximo ano sobre as possibilidades de ataques realizados por hackers “Black Hat”.

Segundo a companhia, IoT se tornará a “Internet das Ameaças”, visto que os hacker continuarão a seguir o padrão mais fácil enquanto mais aparelhos estiverem conectados à rede. Dentre as vulnerabilidades que os hackers Black Hat tentarão explorar estão automação doméstica e sistemas de segurança, assim como webcams.

Do ponto de vista corporativo, o armazenamento anexado à rede e os roteadores continuarão sendo os principais alvos, assim como infraestruturas essenciais como interfaces homem-máquina (HMI, na sigla em inglês) e sistemas de cadeias logísticas, que criarão problemas significativos com componentes terceirizados e gerenciamento de patches.

Violação de dados

Segundo a Fortinet, o ano de 2014 está conhecido como o “ano da violação de dados”, com roubos significativos de lojas como a Target e Home Depot. A previsão é de que essa tendência continuará em 2015, já que os hackers estão mais sofisticados e encontram novas brechas para se infiltrarem em sistemas financeiros e de varejo.  A companhia ressalta que os serviços criminosos ampliam suas pesquisas e coberturas, usando o mesmo tipo de processo que as empresas de segurança para determinar qual a melhor forma de burlar esses sistemas, verificando se existe algum registro do malware utilizado nos bancos de dados destas companhia e analisando formas de esconder os “rastros” deixados por seus ataques.

Blastware

Um novo tipo de malware tem causado preocupação entre os profissionais que trabalham com segurança. Denominado “Blastware”, o software malicioso pode conduzir hackers a infiltrar sistemas, reunir dados e, em seguida, apagar as informações e unidades de disco rígido para esconder os rastros e dificultar o trabalho de unidades de perícia. Entre as possibilidades que o malware fornece estão à construção de mecanismos sofisticados de autodestruição, que possibilitam ao invasor cobrar taxas de “resgate” para que os dados não sejam destruídos.

Recent Posts

Sberbank oferece IA soberana a países do Sul Global

O Sberbank, maior banco da Rússia, está oferecendo modelos de inteligência artificial (IA) a países…

15 horas ago

Palo Alto registra alta na procura por segurança em IA

A Palo Alto Networks registrou forte aumento na procura de clientes por orientações sobre segurança…

16 horas ago

iFood confirma vazamento de dados de 1,2 milhão de usuários

O iFood confirmou nesta terça-feira (03) o vazamento de dados cadastrais de aproximadamente 1,2 milhão…

17 horas ago

Sam Altman é convidado a participar do G7 na França

O CEO da OpenAI, Sam Altman, participará da cúpula do G7 na França em junho,…

17 horas ago

Segurança supera taxas e usabilidade como principal diferencial competitivo dos bancos

A segurança digital passou a ocupar posição central na decisão dos brasileiros ao escolher uma…

22 horas ago

93% das empresas brasileiras recorrem a modelos terceirizados ou híbridos para operar centros de segurança

A terceirização das operações de segurança cibernética vem se consolidando como estratégia predominante entre as…

23 horas ago