ASUS M6Ne – Um notebook surpreendente

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3:55 pm - 10 de setembro de 2010

Conhecendo o M6

Antes de apresentar o produto, vale a pena contar uma historinha de como eu cheguei até ele. Eu estava nos EUA quando decidi por comprar um notebook, só que o risco de passar com um deles na alfândega era alto, e comentei isso com o Fernando Ramos, da PC e CIA. Ele imediatamente retrucou “porque você não compra um ASUS no Brasil?”

Fernando tinha testado um modelo para a revista e ficou muito impressionado, e me convenceu a adquirir um ASUS. Confesso que não essa marca não me passava pela cabeça, estava mais interessado em um Sony, IBM, HP ou Acer, como tantos outros que estão comprando seus primeiros notebooks. Mas como confio na experiência do Fernando, achei que a dica era boa.

Ao chegar ao Brasil procurei o escritório da ASUS para me informar onde esse produto era vendido. Para minha surpresa, no Rio de Janeiro havia a

NotebookOne mas não encontrei nos cadernos de informática que saem as segundas feiras nenhuma referência a essa loja. Encontrei outras lojas vendendo outras marcas, que após alguma investigação descobri que não operam oficialmente e que a garantia é curta, apenas poucos meses. Eu não iria gastar meu dinheiro em uma loja dessas. Decidi seguir os conselhos do pessoal da ASUS, mas fiz questão de visitar a NotebookOne pessoalmente antes de fazer a compra. Pelo pouco que pesquisei, deu para perceber que o mercado de notebooks é ainda mais prostituído do que o de PCs, e eu não pretendia me arriscar com essa primeira compra.

Quando cheguei lá, fiquei impressionado. É uma empresa de verdade, com lojas em vários pontos da cidade, bem estruturada, com um laboratório técnico grande com mais de 8 funcionários, uma recepção para serviços muito bem estruturada, enfim, fiquei convencido que estava diante de uma empresa muito séria, com tradição na praça. Só depois é que fiquei sabendo que a empresa foi premiada nos últimos 6 anos (seguidos) com o Premio Qualidade Brasil. Sem dúvida fez por merecer.

Quando eu peguei o ASUS M6Ne em minhas mãos, imediatamente fechei o negócio. Não é nada parecido com os notebooks que eu vi nos EUA nas lojas de informática de lá. O M6 é leve, fino, bonito, confortável de teclar, e vem com uma bolsa e uma lista de acessórios de ótima qualidade. Fiz algumas pesquisas na internet e encontrei sites de fãs na Alemanha, que sempre foi pra mim a melhor referência de produtos ASUS, e em um deles achei uma curiosa definição feita por um dos fãs desse modelo: “o notebook é sexy!”

E é mesmo.

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Seu chassi é de fibra de carbono, sua tela de 15.4 polegadas WideScreen com resolução 1280×800 é linda, com uma ótima imagem, o selo indicando que uma ATI 9700 Mobile estava presente também impressionava. Dá até pra ouvir música pelo leitor de CD sem o notebook estar ligado.

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O sistema de som tem 4 caixas acústicas, mas não é um sistema Surround, existem na verdade apenas 2 canais. O áudio é bom, mas não surpreende. Por outro lado, funciona muito bem com o Skype, pois o microfone é ótimo e a resposta dos auto falantes para tons médios (voz) é muito boa.

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Na parte frontal temos o conjunto de leds que monitoram o notebook. Muito útil o led que informa que há e-mails na sua caixa de entrada-é necessário configurar o software incluso-e o que indica que o Wireless está ativo. As principais funções de ajuste, como o brilho do monitor, o liga/desliga do Wireless, do Touchpad, o controle de volume dos auto falantes e muitos outros ficam no próprio teclado.

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Um dos botões-o mais a direita – aciona o Power4 Gear+, um sistema de gerenciamento de energia da própria ASUS que muda o estado do notebook para de acordo com alguns perfis pré definidos. O recurso é muito bom e permite até definir a percentagem de brilho que você quer adotar no monitor em cada estado, mas encontrei um software mais interessante para maximizar a bateria, que veremos mais a frente.

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O teclado é bem espaçoso e dá pra apoiar os punhos no corpo do M6 com muito conforto. O TouchPad é muito interessante, mas eu relutei um pouco a usá-lo, preferindo o pequeno mouse ótico incluso. Nosso colunista CAT, agora também um feliz proprietário de um notebook (um modelo DELL), ficou bravo com a minha decisão e me obrigou a usar o TouchPad, dizendo que eu tinha que me acostumar. Pra variar ele tinha razão, após alguma insistência aprendi a lidar com esse tipo de controle e o mouse ótico ficou esquecido.

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Na lateral esquerda ainda temos o leitor de cartão SD/MMC/MS/MS Pro, o slot PCMCIA e o sensor de comunicação IrDA (infra vermelho), logo depois temos o conector LAN, o modem e a porta FireWire. Aproveitei um acessório de um amigo para testar a funcionalidade do leitor de cartões, pois minha câmera digital usa CompactFlash. O adaptador PCMCIA para esse formato é muito simples e barato, aliás comprei um pela internet a poucos dias por 7 dólares, pois o Compact Flash segue o mesmo padrão desenvolvido para o PCMCIA.

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Mais simples impossível. Basta encaixar o cartão no leitor, ou o adaptador no slot PCMCIA, que imediatamente uma letra de unidade de disco fica disponível do “Meu Computador”. A velocidade de transferência que obtive foi a mesma do leitor USB que tenho no meu PC de mesa. Por falar em USB, há quatro portas na parte traseira, junto com a saída de TV, uma saída para um segundo monitor, uma porta de impressora e um conector para o Dock Station (não incluso).

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A fonte de alimentação é pequena e bem fácil de acomodar. Na bolsa que vem com o notebook há bastante espaço para os acessórios, manuais, e ainda sobra um bom espaço para uso particular.

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