Associação divulga Manifesto Pela Segurança Eletrônica Brasileira

Videomonitoramento, drones, reconhecimento facial, rastreamento, entre outras tecnologias, representam o futuro da segurança pública e poderão ser aliadas estratégicas dentro dos propósitos do Ministério de Segurança Pública, aponta Selma Migliori, presidente da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese). ” É fundamental o entendimento da importância destas ferramentas no combate à criminalidade e a necessidade urgente de se priorizar a votação de projetos da esfera da segurança eletrônica”, reforça.

No ano de 2018, o Estatuto da Segurança Privada volta ao Plenário do Senado para ser submetido à aprovação. Como forma de sinalizar as necessidades setoriais e a importância das tecnologias de segurança, a Abese emitiu o Manifesto Pela Segurança Eletrônica Brasileira ao governo federal. “É necessária e urgente a regulamentação do setor, para que o crescimento continue de forma ordenada, com foco no auxílio ao combate a violência e a criminalidade”, declara Selma.

Segundo dados da Abese, a implantação de videomonitoramento urbano reduz em até 85% as tentativas de assalto e roubos, e tem muito a contribuir dentro do projeto de mobilização nacional em favor da segurança pública. O presidente Michel Temer e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, receberam recentemente, em Brasília, prefeitos das capitais brasileiras para tratar sobre o tema. O resultado do encontro foi a disponibilização de uma linha de crédito no valor de R$ 10 bilhões aos municípios.

Atualmente, há duas experiências bem sucedidas da prefeitura de São Paulo com aplicação de tecnologias. O projeto City Câmeras, que conta com o apoio da Abese, e já possui mais de 2 mil câmeras instaladas pela prefeitura e conectadas com o Centro de Operações da Polícia Militar do Estado de São Paulo (COPOM) e o projeto Dronepol, a polícia drone – primeira da América Latina, que já conta com sete drones em operação, auxiliando principalmente na repressão ao tráfico de entorpecentes.

Ambas ações têm refletido em significativa redução no número de transgressões e aumento da rapidez na captura de criminosos. A prefeitura divulgou recentemente que o índice de homicídios em São Paulo caiu para 6.1 por 100 mil habitantes, o mais baixo do país ao lado de outras duas capitais. A média brasileira é de 52 homicídios por 100 mil habitantes.

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