Assistentes digitais serão interface principal para casas conectadas

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10:40 am - 17 de agosto de 2016

Assistentes digitais como Siri, da Apple, Now, do Google, Cortana, da Microsoft,ou mesmo Alexa, da Amazon, serão adotadas como principal interface de controle para casas conectadas. Até 2019, ao menos 25% das residências em economias desenvolvidas adotarão assistentes digitais nesse sentido, de acordo com levantamento realizado pelo Gartner.

“Em um futuro não muito distante, usuários não terão mais de lidar com diversos aplicativos. Ao invés disso, poderão literalmente falar com assistentes pessoais digitais. Alguns deles têm base na nuvem e já começaram a alavancar a tecnologia das máquinas inteligentes”, afirma Mark O'Neill, Diretor de Pesquisas do Gartner.

Assistentes pessoais digitais mostram o potencial de satisfazer desejos e necessidades ao oferecerem experiências que conectam serviços, configuram dispositivos e até mesmo encomendam e entregam produtos. 

Informações personalizadas e sensíveis ao contexto também podem ser apresentadas conforme desejadas ou necessárias. Como exemplos, sugestões de restaurantes próximos para reuniões ou configurações recomendáveis de temperatura para otimizar o consumo de energia e o conforto dentro de casa.

“Consumidores não querem lidar com aplicativos separados para cada tipo de dispositivo conectado em sua casa. Ao invés de aplicativos individuais, são interações entre os dispositivos, bem como prestadores de serviços e fontes externas de dados, que são mais interessantes para clientes”, afirma O'Neill. 

Ainda de acordo com o especialista, tais interações permitem criar, detectar e responder aos ‘momentos de negócios' que o Gartner define como oportunidades passageiras e que são exploradas de maneira dinâmica com o uso da tecnologia digital.

Conforme caminhamos em direção a um mundo pós-aplicativos, em que os dispositivos e serviços de múltiplas fontes podem ser combinados para acesso por meio dos assistentes pessoais digitais, as interfaces de programação de aplicativos (APIs) são chave para essa integração. 

À medida que mais provedores e dispositivos são disponibilizados, diferentes ecossistemas serão criados em torno de cada grande prestador de tecnologia enquanto recrutam aliados, formam parcerias e atraem desenvolvedores na busca de serem líderes em lares conectados. Essa mudança permitirá que cada empresa utilize casas conectadas como novo canal de negócios para serviços. Companhias de seguros podem, por exemplo, oferecer orientações em relação ao clima e informações de termostato, enquanto bancos poderão usar interfaces de voz para ajudar clientes a gerenciarem finanças e pagarem contas.

“APIs são chave para interoperação com novas interfaces digitais, e um programa de API bem gerenciado é fator crucial para o sucesso de empresas que se interessam em alcançar clientes em suas casas conectadas“, afirma O'Neill. Para ele, nas novas casas programáveis, a melhor opção não é mais gastar tempo e dinheiro no desenvolvimento de aplicativos individuais, mas sim desviar recursos para desenvolver APIs, “que são a forma de abraçar o mundo pós-aplicativos”, encerra o especialista.

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