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Assinaturas 5G devem atingir 2,8 bilhões até final de 2025, prevê Ericsson

Relatório recente da Ericsson buscou investigar a demanda do emergente mercado 5G em meio à pandemia de covid-19. Embora, o novo coronavírus tenha desacelerado o crescimento das assinaturas de 5G em alguns mercados, houve aceleração em outros, de acordo com estudo “Mobility Report”. O relatório buscou analisar o papel das redes e da infraestrutura digital ao manter as sociedades em funcionamento e as famílias conectadas durante a pandemia. Contém também projeções para crescimento do tráfego de dados e assinaturas regionais.

A previsão do número global de assinaturas de 5G foi elevada para 190 milhões até o final de 2020, e a 2,8 bilhões até o final de 2025. O relatório indica ainda que deverão existir 160 milhões de conexões de acesso fixo sem fio (FWA) até o final de 2025, o que representará 25% do tráfego global de dados da rede móvel.

“A disseminação da Covid-19 levou pessoas de todo o mundo a mudar suas vidas diárias e, em muitos casos, a trabalhar ou estudar em casa. Isso levou a uma rápida mudança do tráfego de rede das áreas comerciais para as residenciais. Esse relatório mostra que nesse cenário, as redes móveis e fixas cada vez mais são componentes importantes de uma infraestrutura nacional crítica”, afirma Paulo Bernardocki, Diretor de Soluções e Tecnologia de Redes da Ericsson.

Alterações no comportamento dos usuários devido à quarentena provocada pela Covid-19 causaram alterações mensuráveis no uso de redes fixas e móveis. A maior parte do aumento do tráfego foi absorvida pelas redes residenciais fixas, que tiveram um crescimento de 20% a 100%. Mas muitos provedores de serviços também notaram um aumento na demanda em suas redes móveis.

Em um estudo recente realizado pelo Ericsson Consumer Lab, 83% dos entrevistados de 11 países afirmam que as tecnologias de informação (TICs) têm sido de grande ajuda para lidar com o isolamento social. Os resultados mostram uma maior adoção e uso de serviços de TIC, como aplicativos de e-learning e bem-estar, que ajudaram os consumidores a se adaptarem a novas realidades.

No futuro, enquanto 57% dos entrevistados do estudo Ericsson Consumer Lab afirmam pretender economizar dinheiro para fins de segurança financeira, um terço planeja investir em 5G e em uma banda larga aprimorada em casa para estar mais bem preparado para uma segunda potencial onda de Covid-19.

“Além de medir o sucesso do 5G pelo volume de assinaturas, seu impacto será julgado pelos benefícios que traz para pessoas e empresas. O 5G foi feito para a inovação, e esta crise destacou o verdadeiro valor da conectividade e o papel que ela pode desempenhar no reinício das economias”, comenta Bernardocki.

 

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