As novas ATI Radeon X1800, X1600 e X1300

Conclusão
A nova família Radeon X1K (ou X1000) é uma grande evolução frente à família anterior, composta pelas séries X800, X600 e X300. Há benefícios em todos os itens importantes e a jogabilidade foi recompensada pelos avanços da tecnologia. Nesse ponto a ATI atingiu seus objetivos com louvor.
Não temos informações oficiais ainda, mas tudo indica que os problemas encontrados com as atuais placas CrossFire, como o incrível bug que limita a taxa de refresh rate dos monitores em apenas 60 Hz em alta resolução, foram corrigidos nessa geração de produtos. Voltaremos a esse assunto em outra oportunidade.
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Alguns pontos não evoluíram tanto quando poderiam, o mais importante deles é o consumo elétrico, que junto com a dissipação térmica se tornam o grande problema de uma solução 3D de alta performance atualmente. Em tempos onde se busca um consumo menor nas plataformas desktop, a dissipação térmica dos atuais modelos é ainda superior à obtida pela família anterior. Não há muita informação “oficial” a respeito disso, mas sabemos que a X1600XT chega a 60 Watts de consumo, na mesma faixa que a antiga X800 XT, e que a X1800XT supera fácil o consumo de uma 7800GTX.
Só para lembrar, os atuais processadores Athlon64 e Pentium 4 consomem significativamente menos do que as primeiras versões de 90 nanômetros, e atingem freqüências muito mais altas. Essas duas empresas lançaram seus primeiros modelos há um ano atrás e só recentemente podemos dizer que essa tecnologia foi completamente dominada.
Apesar dos avanços e dos esforços da ATI em resolver os problemas de produção, a
recente mudança nosprazos de garantia de seus produtos , que reduziram de 5 anos para apenas um ano nas placas de vídeo para jogos (a linha profissional ficou com três anos) me deixa com a pulga atrás da orelha em relação a esse lançamento. Eu me lembro das primeiras Radeon 9700Pro, uma placa que marcou época para a ATI, que literalmente queimavam com pouco mais de um ano de uso, eu creio que não se encontre alguém que ainda possua uma versão original da primeira revisão, já que em menos de seis meses passou por outras três revisões até que foi substituída pela família 9800Pro. Eu mesmo tive duas placas dessas queimadas, e conheço inúmeros casos iguais que foram prontamente resolvidos pela garantia da ATI. Se as regras mudaram, é de se esperar que o produto esteja maduro o suficiente para ir ao mercado.
Há um outro fator, o preço, que devemos analisar. Todos os modelos da nova geração da ATI são mais caros do que os equivalentes da nVidia. O atual chip R520 (e derivados) tem recursos interessantíssimos que não existem na Geforce 7800GTX ou nas versões 6600 e 6800 da nVidia, mas será que eles são tão importantes nesse momento?
A nVidia tem um ótimo produto em mãos, a Geforce 7800GTX e deve anunciar em breve uma família nova de placas derivadas desse núcleo, e assim manter a competitividade em performance com as placas intermediárias da ATI. Não considero a nVidia a maior concorrente dessa nova família nesse momento, e sim a própria ATI ao divulgar que o R580, núcleo do chipset da geração que substituirá a família X1800, já está pronto e não sofrerá os atrasos que o R520 sofreu. O próprio fato de não existir uma versão AGP dessas novas placas poderia ser interpretado como uma estratégia de migração em massa para o PCI Express ou como uma opção por assumir um caráter mais temporário dessa geração, que pode ser substituída muito antes do normal pelo novo núcleo R580 e derivados.
Esse novo núcleo promete uma performance incrível e não deve demorar para chegar ao mercado. Convém esperar?
Essa é a dúvida que pode ou não afetar as vendas dessa geração atual da ATI.
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