Crescimento do mercado de PCs e do desempenho do processador
De novo, primeiro o que diz a Intel:
Agora, meus comentários:
De novo, a empresa privilegia seus produtos (mas note que isto definitivamente nada tem de errado; afinal, trata-se de material distribuído em um evento ? por sinal excelente ? organizado pela empresa para divulgar suas realizações para um grupo selecionado de editores, jornalistas e colunistas da imprensa especializada e o objetivo era este mesmo: mostrar as qualidades de seus produtos).
Por exemplo: a extraordinária rapidez com que se dá a conversão de vídeos deve-se a uma característica específica da chamada “arquitetura SandyBridge” (veja, na foto tomada durante o Editor?s Day 2011, um “wafer” de fabricação de núcleos SandyBridge nas mãos deste vosso criado e do engenheiro de aplicações da Intel Antonio Rivera), um aperfeiçoamento da arquitetura “Nehalem” que incorpora em cada processador um núcleo especializado no processamento vetorial ? na verdade um coprocessador gráfico que opera na mesma frequência dos demais núcleos do processador e usa registradores internos de 256 bits ? cujo desempenho na tarefa específica de conversão de formatos gráficos é quase inacreditável.
Por outro lado isto não significa que nas demais tarefas de processamento rotineiro (grande parte delas efetuadas pelos demais núcleos, estes especializados no processamento escalar) a diferença do desempenho em relação aos chips da AMD seja igualmente exorbitante. Mas também não quer dizer que a Intel comete qualquer exagero a seu favor: de fato, no que toca à conversão de formatos de vídeo, o desempenho da chamada “segunda geração Core” (sobre a qual falaremos breve) é realmente espantoso e “dá banho” na concorrência. Já no processamento rotineiro, os chips da Intel podem até ser melhores, mas seguramente a diferença não é tão abissal.
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