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As aquisições mais comentadas em TI em 2016

Pelo terceiro ano consecutivo, o setor de TI recebeu o maior interesse de investidores, sendo responsável por 19% das fusões e aquisições no Brasil no período de outubro de 2015 a 2016, de acordo com dados da PwC. E o ano foi, de fato, de grandes aquisições. Confira abaixo uma lista com algumas delas selecionadas pelo IT Forum 365.

Microsoft + LinkedIn
A aquisição mais comentada do ano, sem dúvida, foi do LinkedIn pela Microsoft, anunciada em junho por US$ 26,2 bilhões. Para o ex-fundador da empresa, Bill Gates, essa foi uma grande transação que, segundo ele, abre uma janela de oportunidades e pode fazer com que o LinkedIn fique tão importante quando o Facebook é hoje no mundo social.

Mudanças na HPE
Depois da separação da HP em duas em 2015, uma para o universo corporativo e outra para a venda de impressoras e PCs, em maio a empresa anunciou a fusão de sua unidade de serviços corporativos com a CSC. A transação deve ser finalizada em março de 2017. Com a consolidação do negócio, a companhia espera que seja criado um novo player global de serviços de TI com faturamento anual de US$ 26 bilhões e que gere economia da ordem de US$ 1 bilhão ao final do primeiro ano de operação.

Já em setembro, foi a vez de a HPE revelar a venda de sua divisão de software para a Micro Focus por US$ 88 bilhões.

Segurança em evolução
O ano foi bastante movimentado para o mercado de segurança, com várias empresas unindo seus negócios em 2016. A Symantec comprou a Blue Coat por US$ 465 bilhões, seguindo sua estratégia de querer tornar-se uma gigante do segmento. Um mês depois, a Avast Software anunciou que levou a AVG Technologies, em aquisição estimada de US$ 1,4 bilhão.

Em agosto, foi a vez de a NEC Corporation anunciar o controle da empresa brasileira de cibersegurança Arcon por R$ 60 milhões, que passou a operar como subsidiária da NEC no Brasil.

Teles gringas
As operadoras nos Estados Unidos também decidiram ir às compras, mas em negócios não imaginados. Em julho, a Verizon confirmou a aquisição do Yahoo por US$ 4,8 bilhões, negócio que está em avaliação de seus termos financeiros, depois de dois vazamentos de dados da empresa comandada por Marissa Mayer. Mais recentemente, em outubro, a AT&T apostou na Time Warner por cerca de US$ 85 bilhões, abrindo caminho para um novo gigante de mídia convergente.

Setor de impressão
Com o negócio de impressão sendo desafiado pelo digital, algumas empresas estão revendo suas estratégias na área. Esse foi o caso da Lexmark, que em abril foi vendida para um consórcio de investidores asiático por US$ 3,6 bilhões. No caminho inverso esteve a HP Inc, que decidiu adquirir a unidade de impressão da Samsung por US$ 1,05 bilhão. O movimento está em linha com a estratégia da Samsung de focar seus esforços para trabalhar com suas principais linhas de negócios, como televisores e smartphones.

De olho na nuvem
Em busca de novas capacidades de cloud, a Oracle apostou, em meados de 2016, na companhia de serviços em cloud NetSuite por US$ 9,3 bilhões.

Chips em alta
Empresas de semicondutores também estão na lista de negócios do ano. Em julho, a ARM Holdings confirmou que o Grupo SoftBank, do Japão, separou 24,3 bilhões de libras, ou cerca de US$ 32 bilhões, em dinheiro, para adquirir a companhia – conhecida por seus chips para celulares bem como processadores para hardware de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês).

Em outubro, a Qualcomm concordou em comprar a NXP Semiconductors NV por US$ 110 por ação, somando US$ 39 bilhões em dinheiro. 

Relógios inteligentes
Mais recentemente, em dezembro, a Fitbit oficializou a aquisição da Pebble, startup de smartwatches. Com o negócio, a empresa norte-americana do segmento de dispositivos fitness e saúde contemplará os ativos de software da Pebble, que encerrará suas atividades.

Quer saber quais foram as outras aquisições do ano? Clique aqui e confira.

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