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Após quase 40 anos, Padilha deixa Carbocloro

Em julho deste ano ele completaria 39 anos de casa, sendo 38 no departamento de TI. Mas depois de muita reflexão, ele entendeu que era hora de puxar o freio de mão, desacelerar mesmo o ritmo em que vinha trabalhando nos últimos anos para, depois de um período de férias, dedicar-se a prestar consultoria em estratégia de TI. Estamos falando de José Padilha que, até o mês passado, respondia pelo cargo de CIO da Carbocloro.

Velho conhecido do mercado, o executivo que já emprestou sua história à seção Perfil de InformationWeek Brasil, conversou com a publicação nesta semana para falar de sua saída. Não foi uma grande surpresa, é verdade, já que ele vinha planejando isso, até preparando o time para a data da saída, mas ele resolveu antecipar em alguns meses. ?Neste momento, existe um grande projeto interno que tomará uns três anos e, depois de considerar tudo, avaliar o ritmo de trabalho e ponderar a qualidade de vida que gostaria de ter nesse momento, resolvi mudar, parar um pouco antes.?

Ele explicou que, de qualquer forma, não acompanharia o projeto por completo, então, não seria ruim para a empresa se ele antecipasse um pouco a saída, mesmo porque, a equipe estava preparada e um profissional de mercado, contratado para substituí-lo na liderança, recebeu uma atenção especial nos últimos três meses até para entender o modus operandi da TI da Carbocloro. Todo esse movimento, no entanto, não significa que Padilha ficará longe da tecnologia. ?Vou continuar. Não tenho um plano formulado, mas confio naquilo que aprendi ao longo do tempo e as coisas vão acontecendo, mas num ritmo mais saudável?, pontuou.

A ideia do executivo é que, após essa parada estratégica para um descanso e reflexão, ele volte ao mercado, mas para contribuir como um consultor em governança e estratégia de TI. ?É algo que gosto, processos de TI sob o ponto de vista de estratégia. Quero ajudar com isso. Não tenho um plano B, como costumam perguntar. Vou parar um tempo, tirar o pé do acelerador, é uma parada espontânea. Não é uma decisão fácil, pela relação de muitos anos, gosto da empresa e sempre me dei bem com as pessoas, mas isso passa.?

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