Notícias

Após a fusão: O que significa a Oi/BrT para o mercado

Finalmente completada a aquisição de 5,86 bilhões de reais, a
Oi e a Brasil Telecom formam uma nova operadora de telecomunicações. Uma das maiores do
Brasil e com capacidade de atuar nacionalmente.

O que essa negociação significa para o mercado?

Para Franciso Molnar, analista sênior da Frost & Sullivan,
a mudança é profunda. “É uma operadora líder em telefonia fixa e em banda larga.
Apostando em convergência, vai incomodar a Telefônica e a Telmex já no médio
prazo”.

Ao destacar a maior capilaridade da rede, “agora a Embratel tem
uma competidora com backbone nacional”, Molnar aponta que o mercado brasileiro vai
ver grandes modificações nos segmentos de telefonia móvel, fixa e banda larga.

“A Oi/BrT pode incomodar muito. Vai obrigar a Telefônica a
tomar um posicionamento diferente na Vivo, enquanto pressiona a Net, Embratel e
as outras empresas da TelMex a aumentar a sinergia para garantir mercado de
banda larga”, garante.

Eduardo Tude, presidente do Teleco, vê impacto imediato na telefonia celular. Para o especialista, mesmo com a consolidação e a consequente redução de um competidor, este movimento representa maior concorrência.
“Com a união, o Brasil fica com mais uma operadora que atua nacionalmente, o
que acirra a competição”, destaca.

Outras notícias sobre
a megafusão entre Oi e Brasil Telecom:
> Fusão Oi Brasil Telecom pode prejudicar consumidor
> Contrato Assinado: Oi fecha compra da Brasil Telecom
> Yankee: fusão leva Oi a entrar no mercado corporativo
> Oi deve manter empregos da Brasil Telecom por três anos

Já Molnar é mais cauteloso. O analista da Frost &
Sullivan acredita que há movimentos contraditórios na aquisição. “Menos
competição tende a aumentar os preços. Por outro lado, entra operadora com backbone nacional: mais competição gera redução de preços. É preciso acompanhar de
perto para ver os desdobramentos”, aponta.

Apesar da empresa combinada em telefonia móvel não ser uma
ameaça imediata em telefonia móvel, Molnar acredita que modificações no mercado
vão mudar esse cenário. “Mudanças como a portabilidade numérica vão permitir
uma atuação agressiva da Oi em telefonia móvel”, diz.

Opinião da Claro
Em coletiva de imprensa para divulgar resultados do
trimestre, o presidente da Claro, João Cox, comentou a aquisição. “Do ponto de
vista competitivo, não vejo agressão ao mercado. Não vai diminuir ou aumentar de
competidores em nenhuma região”, disse.

Nessas discussões sobre mudanças na legislação, outro tema
importante é a questão dos impostos. Já que vai mudara, seria bom pensar em uma
maneira de diminuir o custo dos serviços para o usuário. Sobre concorrência com
a Claro, o executivo garante: “a negociação não altera em nada o mercado para
nós”.

Recent Posts

Movida lança agente de IA no WhatsApp em parceria com a Meta e aposta em nova experiência de locação

A plataforma de locação de automóveis Movida lançou um agente de inteligência artificial integrado ao…

14 horas ago

Oracle nomeia Marcelle Paiva como nova VP de vendas, Data&AI Hub na América Latina

A Oracle anunciou Marcelle Paiva como nova vice-presidente de vendas, Go-to-Market (GTM) e ecossistema para…

15 horas ago

Mercado de IPOs de tecnologia ganha força com avanço da IA

O mercado de ofertas públicas iniciais voltou a ganhar tração em 2026, impulsionado principalmente pelo…

15 horas ago

Oracle adiciona US$ 85 bilhões em contratos de IA e encerra trimestre com carteira recorde de US$ 638 bilhões

A Oracle encerrou o quarto trimestre e o ano fiscal de 2026 com resultados recordes,…

15 horas ago

Disputa entre Anthropic e OpenAI expõe divergências sobre o futuro da inteligência artificial

A disputa entre Anthropic e OpenAI ganhou novos contornos e se tornou um dos principais…

16 horas ago

Marketing B2B precisa se reorganizar para atender compradores mais autônomos, diz Forrester

As áreas de marketing B2B precisam rever sua estrutura operacional para acompanhar a transformação do…

16 horas ago