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“Aporte à BrT estimula indústria nacional”, diz executivo da empresa

Dentro do crédito de R$ 2,1 bilhões concedido à Brasil Telecom pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), R$ 100 milhões destinam-se à aquisição, com vantagens de custo, de equipamentos de tecnologia de ponta de fornecedores brasileiros que se enquadrem em concorrência internacional. A informação é de Samuel Saldanha, diretor de operações financeiras da companhia. “O projeto da BrT apresentado ao BNDES também tem esse enfoque, de financiar e estimular a indústria nacional”, comenta.Entre a tecnologia de ponta citada por Saldanha, estão equipamentos como multiplexador óptico, e de transmissão de dados sistema NGN (Next Generation Networking).O executivo detalhou que a Brasil Telecom planeja investimentos de R$ 1,9 bilhão até o final deste ano. “Para cumprimento das metas de universalização e qualidade, estabelecidas pelo contrato regulatório com a Anatel, serão destinados R$ 550 milhões em 2006”, afirma Saldanha.Segundo o diretor, o plano de investimento contemplado pelo crédito do BNDES refere-se apenas à operadora fixa, para expansão da infra-estrutura de rede de voz e dados. “O projeto visa à expansão da área geográfica, em atendimento às metas regulatórias, prevendo o aporte de recursos em áreas de pouco desenvolvimento, com instalação de telefonia pública em locais a partir de 100 habitantes, e linha particular em povoados com mais de 300 habitantes”, detalha.Saldanha explica que o financiamento está previsto para sete anos, com 2,5 anos de carência. “A expectativa é que a liberação comece ainda este ano, na proporção de um terço por ano, ou seja, R$ 700 milhões”, informa.De acordo com o executivo, a concessão do crédito à BrT pelo BNDES pode ser atribuída a uma série de fatores, entre os quais o histórico positivo de relacionamento que a empresa mantém com o banco desde a privatização do setor, a consistência do projeto apresentado, com forte investimento, e o bom desempenho e cumprimento de metas demonstrados nos últimos anos. “Tudo isso mostra um voto de confiança do financiador com a nova diretoria da companhia, que preza por governança corporativa”, conclui.

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