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Aplicativos estão mudando as regras do jogo para empresas, diz especialista

As empresas estão investindo pesado em aplicativos e não é para menos: uma pesquisa recentemente realizada pela comScore mostra que 82% do tempo do usuário gasto on-line é em apps. Se considerado o número de criações desenvolvidas nos últimos tempos, o cenário se torna bastante competitivo.

Exatamente essa mudança foi discutida durante o painel “competitividade na economia dos aplicativos”, que aconteceu no segundo dia de Ciab 2015, em São Paulo.

Quer ter uma noção do tamanho desse novo cenário? O evangelista global de economia dos aplicativos e vice-presidente sênior de pré-vendas da CA Technologies, Trevor Bunker, dá a dica: “o Facebook levou três anos para conseguir 50 milhões de usuários. O Angry Birds demorou apenas 35 dias para conseguir o mesmo feito”, afirmou durante a sua apresentação. “Os aplicativos estão mudando as regras do jogo e nos possibilitando criar oportunidades para a competição.”

O especialista ressalta também que, em um futuro não muito distante, metade das transações B2B será feita por meio de APIs.

De acordo com Bunker, as companhias estão começando a entender que os aplicativos “são a sua marca, eles representam quem somos”. Portanto, deve haver uma preocupação natural bem maior em entregar algo em perfeito estado.

Crescimento na demanda
Um dos motivos para a crescente demanda por apps se deve ao acesso da população ao mundo móvel. De acordo com um estudo realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 95% dos celulares vendidos atualmente são smartphones.

“O Brasil vive uma situação transformadora, revolucionária, na qual mais de 70% da população hoje têm acesso à internet e 91% desse total está ativa nas redes sociais”, aponta Raul Francisco Moreira, vice-presidente de negócios de varejo do Banco do Brasil. “Os dispositivos móveis começam a ser o centro das atenções. É uma ferramenta que agrega funcionalidades e o sistema financeiro não pode ficar fora disso”, observa.

A competitividade na nova economia dos aplicativos, portanto, se torna ainda maior quando levado em conta que qualquer erro dentro da criação pode ser fatal. De acordo com Bunker, o usuário comum está cada vez mais intolerante.

Isso significa que, se ele gostar de um aplicativo, baixá-lo, mas não conseguir identificar rapidamente como pode usá-lo ou ocorrer algum erro no carregamento, isso pode significar que aquele usuário nunca mais abrirá tal app.

“Quase 80, 90% de todos os aplicativos para consumidor serão usados apenas uma vez. Você, como usuário, vai procurar como usá-lo e, se não encontrar, você apenas o deixará de lado”, explica. “Quando um aplicativo não funciona, isso pode representar meio milhão em prejuízo, como aconteceu com o IPO do Facebook.”

Saindo na frente
O que é necessário para sobreviver a essa nova economia? Bunker sugere investir em omini-channel. “Oferecer apenas um canal de comunicação para o cliente não é mais suficiente”, diz.

Moreira concorda, afirmando que o cliente já é multicanal e as instituições têm de se preparar para recebê-los. “Não podemos desenvolver estratégias específicas para um determinado canal. O cliente quer a mesma experiência ou algo similar no dispositivo móvel, na internet, na agência”, disse.

Para o executivo, também é preciso pensar no simples. “A nossa visão é de que os clientes estão migrando para os smartphones, da tela complexa para a simplicidade”, disse, ressaltando que, num futuro, ele acredita que as soluções integradas em apps substituirão os portais financeiros.

Além disso, investir em segurança é outro ponto forte a ser considerado – especialmente no ramo financeiro. “Sem isso, as pessoas não usarão os seus aplicativos”, encerra Bunker.

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